Brasil

Traficantes espalham faixas com ameaça no Rio de Janeiro

01/08/18 - 11h42 - Atualizado em 01/08/18 - 11h42
Reprodução

Traficantes penduraram faixas com ameaça de morte a quem roubar na região da Praça Seca, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. "Proibido roubar. Se roubar vai morrer. Não é pra 1, nem pra 2. É pra geral", diziam as mensagens, que foram deixadas na Rua Barão, colada ao muro da Clínica da Família Newton Bethlem, e na Rua Marangá. No fim da tarde, policiais militares retiraram as faixas e a Polícia Civil investiga a atuação de milícia e tráfico na região.

As imagens foram divulgadas em redes sociais com relatos de moradores que sofrem com a disputa de território entre traficantes e milicianos. "Como a PM não atua nas ruas acima da Cândido Benício, sentido Morro São José Operário, os chefes do CV decidiram "colaborar" com os moradores", escreveu uma internauta.

Nas redes sociais, moradores relataram que as faixas foram recolhidas pelo 18º BPM (Jacarepaguá) por volta das 16h. No entanto, a Polícia Militar informou que a corporação tem como atribuição o patrulhamento ostensivo e ordinário. "Materiais como esses são provenientes de ações orquestradas que devem ser investigadas pela Polícia Civil", disse em nota.

Segundo a 28ª DP (Campinho), há inquéritos em curso sobre o conflito entre os criminosos da milícia e traficantes nas comunidades da região. Segundo a distrital, as investigações ainda estão sob sigilo.

INTERVENÇÃO

As Forças Armadas voltaram a atenção para a Praça Seca após ter feito as primeiras ações da intervenção federal na Segurança do Rio na Vila Kennedy. No dia 18 de maio, os militares iniciaram operação nas comunidades do Bateau Mouche, Caixa D"Água, Chacrinha, Mato Alto, Barão (José Operário), Covanca e Pendura-Saia.

Na madrugada do dia 19 de maio, o homem apontado como o chefe do tráfico de drogas na região, Sérgio Luiz da Silva Júnior, conhecido como Da Russa, foi morto no Complexo do Lins.

Desde então, as Forças de Segurança têm feito diversas operações nas comunidades. Procurado pelo DIA, o Comando Integrado da Intervenção disse não ter conhecimento das faixas que foram deixadas na Praça Seca.