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Troca de acusações entre deputados chega à Polícia Federal

Em 28 de Março de 2026 às 06:30

A discussão entre o deputado federal Alfredo Gaspar (PL/AL), relator da CPMI do INSS, e o também deputado federal Lindbergh Farias (PT/RJ), que surpreendeu nesta sexta-feira a quem assistia à transmissão pela TV, deve chegar ao Judiciário mais cedo do que se esperava.

Alfredo Gaspar foi chamado de estuprador por Lindbergh, que se referiu ao relatório como “circo”, e reagiu chamando-o de "Deputado Lindinho", referência ao apelido dele na lista de propinas da empreiteira Odebrecht, alvo da Operação Lava Jato, e anunciando que levaria o caso à Comissão de Ética da Câmara dos Deputados.

No encerramento da última sessão da CPMI, Alfredo Gaspar, numa rápida entrevista coletiva, ampliou as acusações contra Lindbergh Farias, chamando-o de bandido, cafetão, usuário de drogas, moleque, criminoso e recebedor de propina.

Ainda na noite de sexta-feira, circulou nas redes sociais uma petição subscrita por Lindbergh Farias e pela senadora Soraia Thronicke (Podemos) endereçada ao Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, com uma Notícia de Fato pedindo providências contra o deputado Alfredo Gaspar pela "prática de crime sexual contra vulnerável".

Considerando a natureza do caso, que envolveria uma menor de idade, Lindbergh Farias e Soraia Thronicke requereram que o procedimento tramitasse em segredo de justiça.

Em vídeo veiculado nas redes sociais a suposta vítima, hoje com 21 anos, diz que tem um filho biológico com um primo de Alfredo Gaspar e revela que sequer conhece o deputado.

Após a apuração, a Polícia Federal deve encaminhar os autos do inquérito ao Supremo Tribunal Federal.

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