Política

Último deputado a votar, Lessa promete "evitar feijoada e tomar cafezinho"

16/04/16 - 11h15 - Atualizado em 16/04/16 - 11h18

O presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já tinha aplicado o Regimento Interno e o STF (Supremo Tribunal Federal) chancelou: a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff vai começar pelo Norte e vai em direção ao Sul, alternando os Estados.

Com isso, o último Estado a votar será Alagoas e, seguindo a ordem alfabética, caberá ao deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL) terminar o pleito, marcado para as 14h deste domingo (17).

— É bom ser o último porque estou indeciso, então a lista me ajudou muito porque tenho todo o período de votação para me decidir.

Lessa sabe que deverá votar no final da noite, por volta de 21h ou 22h, uma vez que cada deputado terá 10 segundos para votar, mas o microfone não será cortado — o que deve arrastar a votação. Por isso, já se programou para ter uma alimentação leve no domingo.

— A liderança do partido serviu uma feijoada na sexta-feira, mas não vai dar para repetir no domingo. Espero que seja algo mais leve no almoço de domingo e vou tomar bastante cafezinho para aguentar.

O deputado, que já governou Alagoas de 1999 a 2006, sabe da sua responsabilidade, porque pode dar o voto derradeiro para aceitar ou rejeitar o impeachment de Dilma.

— Pode não ter importância ser o último a votar porque [a votação] pode chegar decidida. Ou meu voto pode ser fundamental para decidir a questão.

O partido de Lessa, o PDT, resolveu fechar questão contra o impeachment de Dilma, mas existem discussões para flexibilizar essa orientação.

— Três deputados já disseram que vão votar a favor e podem ser expulsos. Ainda somos outros cinco indecisos. Particularmente, a tendência é eu votar contra o impeachment. Estou sendo xingado no WhatsApp e no e-mail, mas eu quero errar o mínimo possível. Dilma não é uma ladra, então vou pensar duas ou três vezes.

Neste domingo, os deputados votam o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. São necessários 342 votos a favor para a aprovação do texto. Já o governo busca 172 votos para barrar o processo e manter a petista na Presidência da República.