O Bloco Pinto da Madrugada foi fundado em 1999 por um grupo de amigos unidos na paixão pelo frevo e que não se conformavam com a falta de Carnaval em Maceió.
LEIA TAMBÉM
Foi por isso que o economista Hermann Braga Lyra, o médico Marcos Davi Lemos de Melo, o bancário aposentado Marcial de Araújo Lima e o professor Eduardo Lyra resolveram criar um bloco de frevo, tradicional ritmo de Alagoas e de Pernambuco.
A partir de encontros em cafés da manhã no Hotel Ponta Verde, o grupo conseguiu reunir um grupo de cerca de 50 amigos, contratou uma pequena orquestra e a ideia se materializou.
O saudoso Marcial Lima faleceu em 2011, aos 67 anos, mas deixou um grande legado: é dele o primeiro hino do bloco, com o consagrado refrão: “Lá vem o Pinto trazendo a felicidade; lá vem o Pinto para alegrar a cidade”.
O Pinto da Madrugada ano a ano foi atraindo mais gente e hoje em dia puxa na orla de Pajuçara e Ponta Verde uma multidão estimada em 500 mil pessoas que, nos sábados anteriores ao Carnaval, acompanham ou assistem 15 orquestras de frevo, de vários municípios alagoanos.
É incontestável que o bloco se tornou referência do pré-Carnaval de Maceió, ganhou repercussão na mídia nacional e alcançou o reconhecimento geral por fazer ressurgir não só o frevo, mas acima de tudo a auto estima do alagoano que cultua nossas tradições.
Não é a toa que se constitui um Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas, honraria aprovada pela Assembleia Legislativa, e seus fundadores estão contemplados com a Comenda Mário Guimarães, concedida pela Câmara Municipal de Maceió.
LEIA MAIS
+Lidas