O efetivo trabalho do governo de Alagoas para a diminuição dos índices de criminalidade atingiu o ponto máximo na gestão de Renan Calheiros Filho, quando os indicadores apontaram para baixos números de casos de violência.
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A preocupação voltou na segunda gestão de Paulo Dantas num ponto localizado: a chamada Roda de Milagres, no Litoral Norte, entre os municípios de Passo do Camaragibe, São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, justamente quando a região explodiu como um dos destinos turísticos mais badalados do Brasil.
Se o turismo traz desenvolvimento, através de arrojados e modernos equipamentos hoteleiros, restaurantes, bares e beach clubs, no caso de Milagres pouco levou em termos de preservação do meio ambiente - pelo contrário - e muito em relação ao tráfico de drogas e criminalidade de forma geral.
O esforço do governo do Estado e da Secretaria de Segurança, em particular, não tem alcançado nessa área os bons resultados conseguidos em outras partes de Alagoas.
Veículos de comunicação em nível nacional já registram, com razoável espaço, essa preocupante situação, a exemplo do conceituado portal UOL, que ita com destaque, em matéria do jornalista Carlos Madeiro, o estranho sumiço de pessoas, possivelmente vítimas de facções criminosas que atuam em todo o território nacional.
Madeiro relata em um trecho da sua reportagem:
"... O desaparecimento não solucionado de 19 pessoas em pouco mais de dois anos nas cidades que compõem a rota de turismo de luxo no litoral norte de Alagoas virou um desafio para as autoridades do estado, que lutam para achar vestígios das pessoas em meio a uma lei de silêncio imposta pelo tráfico aos moradores das áreas pobres dessas cidades.
Nos últimos anos, a chamada rota ecológica dos milagres —que inclui os municípios de São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras e Passo do Camaragibe— vem sofrendo com a ação de facções criminosas, em especial o CV (Comando Vermelho)..."
Infelizmente, a Rota de Milagres, bucólica e de praias belíssimas, ganha as manchetes de forma negativa, com destaque agora para a violência.
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