Hoje, o Tribunal de Contas da União (TCU) pressiona o BC por explicações sobre a liquidação.
O vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), disse que foi procurado com uma proposta para pubicar material crítico ao BC no contexto da liquidação do Master, inclusive com exemplos de material publicado por outros influenciadores digitais sobre o assunto.
O STF instaurou em março de 2020, há quase seis anos, o inquérito nº 4.874, que ficou popularmente conhecido como o inquérito das milícias digitais.
Assim como tinha ocorrido com o famigerado inquérito das fake news, aberto um ano antes, o tribunal instaurou de ofício, sem a provocação do Ministério Público, a investigação sobre 'a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político absolutamente semelhantes àqueles identificados no Inq. 4.781/DF', que é o inquérito das fake news.
O inquérito das fake news, relatado por Moraes assim como o inquérito das milícias digitais, diz que a alegada organização criminosa tem '“a nítida finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito'.
A última movimentação de destaque no inquérito das milícias digitais, no qual foiparar até o bilionáio sul-africano Elon Musk, ocorreu em outubro de 2025, quando o ministro Flávio Dino 'solicitou a adoção pela Polícia Federal de providências referentes às ameaças por ele sofridas'.
Dino afirmou que 'logo após proferir o seu voto no âmbito da ação penal nº 2668 [que condenou Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado], passou a ser destinatário de graves ameaças contra a sua vida e integridade física veiculadas pela interne't, destacando 'constante alusão a eventos ocorridos no Nepal, o que parece sugerir uma ação concertada com caráter de incitação'.
Moraes despachou, à época, para que Meta, TikTok, X e YouTube apresentassem dados que identificassem os autores dos perfis responsáveis pelas 'graves ameaças'.
No caso de Musk, não houve identificação de ameaça do dono da Tesla, mas de 'dolosa instrumentalização criminosa da provedora de rede social ‘X’'.
Diante desse histórico, não seria o caso de incluir os ataques coordenados ao Banco Central no interminável inquérito das milícias digitais? Ou que tal abrir outro, específico?
O STF não precisaria nem esperar uma provocação do Ministério Público, como se acostumou a fazer. Bastaria abrir um inquérito de ofício, caso considere o BC uma instituição digna de defesa."
Ou a defesa das instituições vale apenas para o STF?"