Textura e consistência do doce exigem atenção durante o consumo, além de cuidados com a higiene bucal após a sobremesa
Se no ano passado o morango do amor dominou as redes sociais, agora o doce ganhou um novo concorrente — ou quase um primo. O morango cravejado chegou com uma combinação diferente de texturas e já vem conquistando quem gosta de experimentar as tendências do momento. Para quem usa aparelho ortodôntico, a boa notícia é que não é preciso ficar de fora da trend. No entanto, alguns cuidados são importantes para saborear o doce sem colocar os bráquetes à prova.
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“Quem está em tratamento ortodôntico pode experimentar essas novidades, mas alguns cuidados ajudam a evitar perrengues, principalmente quando o alimento mistura partes mais macias com outras mais duras ou crocantes”, explica Cláudia Consalter, cirurgiã-dentista e sócia-fundadora da rede OrthoDontic.
Do morango do amor ao morango cravejado, a casquinha mudou. Os cuidados com o aparelho, nem tanto. A especialista traz 5 cuidados para aproveitar a nova febre sem transformar a sobremesa em uma visita extra ao dentista. Confira!
O morango inteiro pode até render uma boa foto, mas, para quem usa aparelho, cortar o doce em pedaços menores antes de comer é uma escolha mais segura. Isso reduz a força da mordida sobre os dentes da frente e, principalmente, sobre os bráquetes.
O “cravejado” é justamente parte do charme do doce, mas os pedacinhos mais rígidos merecem atenção. O tamanho reduzido não significa que eles não possam pressionar o aparelho. Vale mastigar devagar e evitar aquela mordida com força para quebrar uma parte mais resistente.
Se parte da cobertura ficar presa entre os dentes ou no aparelho, não tente puxar o doce usando a própria mordida. Esse movimento pode fazer pressão sobre fios e bráquetes. Melhor parar, cortar um pedaço menor e continuar sem disputar força com a sobremesa.

Coberturas, recheios e partes crocantes podem se acumular ao redor dos bráquetes e entre os dentes. Depois de experimentar, é importante caprichar na higiene bucal e seguir as orientações do dentista para limpar corretamente os dentes e o aparelho.
Se depois do doce algum bráquete parecer solto, o fio mudar de posição ou surgir um incômodo diferente, vale procurar orientação profissional. Tentar cortar, colar ou ajustar o aparelho em casa pode aumentar o problema.
Para Cláudia Consalter, acompanhar uma trend gastronômica não precisa ser incompatível com o tratamento ortodôntico. O segredo está muito mais na maneira de comer do que em simplesmente colocar o alimento na lista dos proibidos.
“Não é preciso transformar cada novidade em uma proibição. Muitas vezes, cortar o alimento, mastigar com mais cuidado e fazer uma boa higiene depois já muda completamente a experiência. Dá para provar o doce da vez sem colocar o tratamento à prova”, finaliza Cláudia Consalter.
Por Liliane Luchin
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