Mais de 200 usuários relataram que suas contas do WhatsApp foram banidas sem explicação nesta segunda-feira (3), com o bloqueio ocorrendo por volta das 11h, o que gerou preocupação sobre a falta de transparência da plataforma.
O aviso do aplicativo menciona que algumas atividades podem não estar de acordo com os termos de serviço, mas muitos usuários negam qualquer uso inadequado e já solicitaram revisão das punições através do mecanismo da Meta.
A Meta reconheceu a possibilidade de erros e afirmou que busca resolver rapidamente as situações, enquanto advogados alertam que o bloqueio pode ser contestado judicialmente, caracterizando uma violação dos direitos do consumidor.
Usuários afirmam que tiveram a conta do WhatsApp banida nesta segunda-feira (3), sem serem informados sobre o motivo, segundo mais de 200 relatos na plataforma Downdetector e nas redes sociais.
LEIA TAMBÉM
O bloqueio ocorreu por volta das 11h. "Algumas atividades da sua conta podem não estar de acordo com os termos de serviço do WhatsApp Business", diz o aviso do aplicativo sobre um dos casos de banimento, sem detalhar os motivos.
A Meta, conglomerado por trás do WhatsApp, disse que trabalha na prevenção do uso indevido do serviço. "Banimos contas para ajudar a proteger os demais usuários."
"Eventualmente, podemos cometer equívocos e, quando isso acontece, buscamos resolver a situação o mais rápido possível para que as pessoas possam voltar a se comunicar", completou a corporação.
No Downdetector, as pessoas afirmam que não sabem o motivo da restrição e negam uso incomum do aplicativo. Parte delas diz ter recorrido ao pedido de análise, mecanismo disponível para recorrer contra a punição dentro da administração da própria Meta.
Na rede social X, o advogado Arthur Estrela, também alvo da restrição, diz que a medida pode ser contestada na Justiça. "Caso [as contas] não voltem, teremos uma onda de processos."
O bloqueio injustificado é uma violação ao direito do consumidor e a jurisprudência atual indica a reversão do veto, segundo advogados ouvidos por reportagem da Folha de S. Paulo.
Uma publicação de uma entidade peruana, chamada Elegir, indica que a falha ocorreu em outros países também.
LEIA MAIS
+Lidas