Tendência prioriza cores claras, materiais naturais, linhas retas e poucos elementos decorativos, resultando em espaços elegantes, práticos e aconchegantes
A decoração escandinava surgiu no norte da Europa, especialmente nos países que compõem a região da Escandinávia, e ganhou destaque internacional na década de 1950. Inspirado pelas características locais, esse estilo foi desenvolvido para criar ambientes acolhedores, funcionais e bem iluminados, valorizando a simplicidade e o conforto em regiões onde os invernos são longos e a luz natural é escassa.
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“Ela é inspirada em elementos nórdicos e paisagens locais. Muitos elementos que pertencem a esse estilo estão ligados ao frio rigoroso e à iluminação mais escura do inverno”, explica a designer de interiores Larissa Santo.
O estilo escandinavo traz em sua origem a ideia do conforto, aconchego e minimalismo. Segundo a profissional, ele é marcado por cores claras, com o intuito de dar mais claridade ao ambiente, já que os dias de inverno são curtos e escuros. Elementos funcionais como tapetes mais quente e mantas ajudam a compor o espaço.
Segundo Larissa Santo, a decoração escandinava é um dos estilos mais fáceis de aplicar, pois aposta na simplicidade e em elementos versáteis. No entanto, para obter um resultado harmonioso e fiel à proposta, a designer de interiores recomenda utilizá-la em ambientes com paredes claras.
Essa base neutra ajuda a refletir melhor a luz natural, amplia a sensação de espaço e destaca materiais como madeira, tecidos naturais e peças de design minimalista. “Os móveis, em sua maioria, devem ter linhas retas e serem atemporais, não muito datados. Por exemplo, móveis que são considerados retrô, como pés palitos, devem ser evitados”, aconselha.
Abaixo, veja como aplicar o estilo em cada ambiente!
Para a cozinha, Larissa Santo sugere móveis brancos e amadeirados. “Como revestimento, coloque um daqueles modelos retangulares, que são conhecidos como subway tiles. Tenho certeza de que vai ficar lindo”, aconselha. Também estão bastante presentes ladrilhos em tons claros com textura, louças claras, metais acobreados ou pretos e bancadas em madeira natural. Para o banheiro, a designer de interiores indica colocar um revestimento amadeirado na área do box ou piso e usar gabinete e pia brancos.
Para salas e quartos, a arquiteta e urbanista Juliana Cararo, professora de Arquitetura e Urbanismo da PUCPR, sugere ornamentos em paredes a partir da composição de quadros, objetos, luminárias pendentes, abajures e luminárias de chão. “Para trazer bastante luz nos momentos desejados, ou criar penumbras em momentos de relaxamento, mas sempre com características mais naturais, que respeitem a natureza dos materiais, como a madeira, o couro, o concreto, o cobre e o ferro”, explica.

Apesar de a madeira ser um dos elementos mais marcantes da decoração escandinava e de esse estilo ter surgido em uma época em que reciclagem e customização ainda não eram temas amplamente discutidos, a professora de Arquitetura e Urbanismo da PUCPR acredita que ele pode ser facilmente adaptado ao estilo de vida minimalista. Isso porque prioriza a funcionalidade, a durabilidade dos móveis e o consumo consciente, valorizando peças de qualidade, ambientes organizados e a redução de excessos, princípios que também fazem parte do minimalismo contemporâneo.
Ela faz questão de reforçar os nomes dos arquitetos e designers que mais representam o design escandinavo: Alvar Aalto, Eero Aarnio, Arne Jacobsen, Hans Wegner, Verner Panton, Eero Saarinen, Nanna Ditzel e Louise Campbell.
Entre as principais características da decoração escandinava estão o uso de cores claras, o minimalismo, a presença de elementos naturais, além da valorização da praticidade e do conforto. No entanto, mais do que seguir regras, o ideal é adaptar esse estilo às suas preferências e necessidades, criando ambientes que reflitam sua personalidade e proporcionem bem-estar no dia a dia.
“Com a pandemia, o olhar das pessoas para com as suas casas mudou. Hoje, ela atende a inúmeras funções, e o que antes víamos e vivíamos no mundo lá fora, hoje está dentro das nossas casas, por necessidade ou desejo. Portanto, a casa é sua e precisa te representar, te fazer feliz“, aconselha Juliana Cararo.
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