A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas intensifica a busca por Nem Catenga, líder do Comando Vermelho no estado, que está foragido após a Operação Rubra, que resultou em seis prisões em Maceió, mas deixou a dupla e outros cinco indivíduos ainda em liberdade.
Nem Catenga é acusado de orquestrar ataques para o controle do tráfico de drogas e comércio ilegal de armas em diversos bairros de Maceió, com um histórico criminal que inclui múltiplos mandados de prisão e envolvimento em uma estrutura criminosa familiar.
A operação, que contou com a colaboração do Gaeco e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, visa desmantelar redes de tráfico e porte ilegal de armas, com a expectativa de que novas ações sejam realizadas para capturar os foragidos e reduzir a criminalidade na região.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de Alagoas segue atrás de Nem Catenga, apontado como líder da facção Comando Vermelho em Alagoas. Ele e um parente, de codinome 'Ureia', estavam entre os alvos dos 13 mandados de prisão na Operação Rubra, realizada na manhã desta quinta-feira, 29, em Maceió e no Rio de Janeiro. Seis prisões ocorreram na capital alagoana, mas a dupla e outros cinco indivíduos continuam foragidos. Nem Catenga tem ordenado ataques para tomadas de bocas de fumo e abastecido a criminalidade com o comércio ilegal de arma de fogo em Maceió.
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As informações foram compartilhadas ao Fique Alerta pelo delegado Igor Diego, que coordenou a ação desta quinta-feira, braço da operação nacional 'Protetor das Fronteiras', liderada pelo Ministério da Justiça.
"A Operação Rubra, que faz referência à facção Comando Vermelho, que tem como liderança no estado, que todos já conhecem, esse indivíduo Nem Catenga. Identificamos que ele, juntamente com um outro indivíduo que está no Rio de Janeiro, conhecido como Ureia, parente do Nem Catenga, estavam determinando situações de tomadas de bocas de fumo e comércio ilegal de arma de fogo em vários bairros de Maceió, como Levada, Vergel do Lago, Bom Parto, Clima Bom, Farol, entre outros".
A operação foi executada em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado, da Dracco (Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil de Alagoas), e foi autorizada pela 17ª Vara Criminal da Capital.
"Nesses bairros, nós identificamos que esses indivíduos estavam distribuindo drogas e comercializando arma de fogo para proteção dessas bocas de fumo e também para crimes como homicídios e roubos. Identificamos também os gerentes, pessoas abaixo desses indivíduos, que estavam realizando tráfico efetivamente. Prendemos seis pessoas que são importantes para distribuição de drogas e de armas de fogo nessa localidade", afirmou Igor Diego.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro também participou da operação, mas não houve prisões na capital fluminense.
"O Rio de Janeiro fez os levantamentos, não conseguiu chegar até a situação de fazer os cumprimentos, mas nós temos essa parceria estreita com a polícia do Rio de Janeiro, porque esses indivíduos que estão determinando essas ordens estão lá. Então, temos estreitado cada vez mais os laços e feito essas operações em conjunto. É mais uma operação de combate ao tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, que tem reflexo nos roubos e nos homicídios que acontecem aqui em Maceió".
Quem é Nem Catenga?
José Emerson da Silva, conhecido como Nem Catenga, tem 42 anos, e é considerado foragido da Justiça por vários crimes, com mais de cinco mandados de prisão expedidos. A primeira prisão de Nem Catenga aconteceu em 2008. À época, ele foi apontado como mandante de diversos homicídios e latrocínios, além de integrar, ao lado do pai, uma quadrilha liderada por Caetano, que é irmão dele.
A polícia descobriu que a família de Nem Catenga havia montado uma estrutura criminosa organizada, que foi criada por José Júlio de Oliveira, o Zé Moreno, de 65 anos, pai de Nem e Caetano. O grupo ainda contava com outros subordinados.
Um dos filhos de Zé Moreno, Adriano Oliveira dos Santos, vulgo "Caetano", foi considerado um dos mais articulados assaltantes de banco do estado. Com histórico de prisões em presídios federais, Adriano foi morto em uma operação das forças policiais de Alagoas, em março de 2016. A ação também levou à prisão de 17 pessoas, todas apontadas como integrantes da quadrilha do traficante. As investigações apontaram que o bando de Adriano havia comercializado cerca de 500kg de maconha nos dois primeiros meses daquele ano.
Ainda em 2016, Nem Catenga, que estava preso quando o irmão foi morto, foi colocado em liberdade e, desde então, fugiu para a capital fluminense, onde estaria vivendo no Complexo do Alemão. A favela é comandada pela facção criminosa Comando Vermelho, que estaria dando apoio ao traficante alagoano.
Em 2024, ele foi apontado pelas autoridades de Alagoas como o responsável por enviar até um fuzil AR-15, dentro de uma máquina de lavar, para abastecer o arsenal da facção no bairro da Cambona, em Maceió.
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