Maceió

Vídeo: Braskem apresenta novos mapas e Defensoria questiona divisão de riscos das áreas

Eberth Lins com TV Pajuçara | 26/09/20 - 13h41 - Atualizado em 26/09/20 - 15h54
Foto: Secom Maceió

A Defensoria Pública do Estado discordou da nova divisão de riscos em áreas apresentadas pela empresa Braskem. Conforme o novo mapa da empresa, mais 3.100 imóveis seriam incluídos no plano de compensação financeira, sendo parte como sendo risco presente e outra como risco futuro. O plano é uma proposta da Braskem para idenizar moradores dos bairros afetados por instabilidade de solo, fenômeno causado pela atividade de mineração, segundo estudos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). 

O defensor público Ricardo Melro conversou com o Fique Alerta, da TV Pajuçara / Record TV, e afirmou que no entendimento da Defensoria a estratégia é uma forma de 'jogar o problema lá para frente'. 

"Não existe essa coisa de risco presente e risco futuro. Esse risco já foi apontado há mais de um ano e se a Braskem tem responsabilidade social, e tem mostrado que tem, que trate disso da mesma forma. Que coloque no novo termo aditivo toda essa área, a população precisa da certeza de que vai entrar no programa de compensação e que será indenizada adequadamente", disse.

Confira a entrevista completa.

O TNH1 entrou em contato com a Braskem, que informou ter enviado os estudos às autoridades competentes e que a segurança dos moradores da região afetada pela instabilidade de solo segue sendo uma prioridade. Confira a nota na íntegra.

A Braskem entregou estudos de impactos de superfície às autoridades competentes e está em tratativas técnicas para a definição de possíveis novas ações a serem adotadas em comum acordo para os bairros afetados pelo fenômeno geológico em Maceió. A prioridade da Braskem continua sendo a segurança dos moradores da região, propondo e tomando todas as medidas necessárias para isso.

Calamidade revovada 

Nessa sexta-feira (25), a Prefeitura de Maceió renovou por mais seis meses o Decreto de Calamidade Pública para os bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto. O documento estabelece que a renovação do estado de Calamidade Pública se deve, entre outros aspectos, ao fato de que os estudos geológicos realizados pelo Serviço Geológico do Brasil apontam um processo evolutivo de subsidência nos bairros. 

O documento foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) e pode ser acessado aqui