Meio Ambiente

Vídeos mostram mancha gigante de óleo em praia de Aracaju; assista

Erik Maia | 04/10/19 - 11h40 - Atualizado em 04/10/19 - 12h01
Reprodução / Vídeo

As manchas de petróleo identificadas em praias brasileiras desde o início de setembro já atingiram todos os estados do Nordeste nesta sexta (4). Vídeos compartilhados na internet na manhã de hoje mostram manchas impressionantes na Praia de Coroa do Meio, em Aracaju, capital de Sergipe.

Ao todo, a reportagem recebeu cinco vídeos que mostram trabalhadores da limpeza urbana da capital sergipana tentado recolher o óleo. O que impressiona nas imagens é a densidade do mineral que chegou as praias. Ele é espesso, semelhante a uma graxa bem grossa e borrachuda.

Em outras imagens, é possível ver uma mancha gigantesca de óleo se acumulando em pedras usadas na contenção da maré.

Veja as imagens:

Ontem, o TNH1 mostrou que novas manchas apareceram no litoral do Nordeste, atingindo santuários ecológicos como a Reserva Biológica (Rebio) Santa Isabel, nos municípios de Pacatuba e Pirambu, em Sergipe, local de desova de tartarugas marinhas; e o Sítio do Conde, uma praia no Litoral Norte da Bahia, na Costa dos Coqueiros.

O Projeto Tamar confirma a aparição de manchas no Litoral da Bahia, mas o levantamento oficial, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), divulgado ontem (3), ainda traz registros em 8 estados e 124 localidades do Nordeste.

Confira o mapa.

Orientações sobre manuseio de animais oleados

O Centro Tamar orienta a todos que estiverem no balneário sergipano e que virem manchas escuras oleadas em animais, que acionem o Programa de Monitoramento de Praias das Bacias de Sergipe-Alagoas (PRMEA), por meio do 0800-0793434.

O Tamar pede que o local do encalhe seja informado, e que a pessoa aguarde a chegada de equipes de resgate. É importante que ninguém toque nos animais oleados e no óleo, por ser tóxico, muito menos tentem limpa-los com outros produtos.

Outra orientação é não devolver o animal ao mar, pois encontra-se debilitado e precisa de cuidados veterinários. A chance dele encalhar em outro ponto da costa é muito grande. A área onde o animal se encontra deve ficar livre, mantendo afastados curiosos e animais domésticos, assim como não se deve forçar a alimentação ou ingestão de líquidos por parte do animal. E deve-se protegê-lo do sol na medida do possível.