O pagamento do 13º salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já tem calendário definido para 2026, mas uma parcela dos beneficiários não verá esse dinheiro extra cair na conta. A exclusão atinge principalmente idosos que recebem benefícios assistenciais — o que ainda gera dúvidas e confusão.
Neste ano, o governo federal decidiu antecipar o abono anual, com depósitos previstos em duas parcelas entre abril e maio, conforme decreto oficial. A medida beneficia milhões de aposentados, pensionistas e segurados que recebem auxílios previdenciários. No entanto, nem todos que recebem valores mensais do INSS entram nessa lista.
Quem não recebe o 13º salário do INSS em 2026
Entre os excluídos estão os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), também conhecido como BPC/LOAS. Apesar de ser pago pelo INSS, o BPC não dá direito ao 13º salário. Isso acontece porque o benefício tem natureza assistencial, e não previdenciária.
Na prática, isso significa que quem recebe o BPC não contribuiu para a Previdência Social ao longo da vida — requisito essencial para ter acesso ao abono anual. Por isso, uma das dúvidas mais buscadas, “quem recebe BPC LOAS não tem 13º?”, tem resposta direta: não recebe.
O BPC garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência em situação de baixa renda. Para ter acesso, é necessário estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) e atender aos critérios de renda familiar exigidos por lei.
Diferentemente das aposentadorias, o benefício não gera direito a pensão por morte e passa por revisões periódicas para manutenção.
Enquanto isso, seguem recebendo o 13º salário em 2026 os segurados da Previdência, como aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios como doença, acidente e salário-maternidade. Para esses grupos, o valor extra continua sendo um reforço importante no orçamento anual.





