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Novo medicamento do SUS será aplicado em idosos e adolescentes de até 17 anos

Por Julia da Silva
10/02/2026
Novo medicamento do SUS será aplicado em idosos e adolescentes de até 17 anos

Créditos: Paulo Pintp/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) dará início à aplicação de um novo medicamento para o tratamento do diabetes, com foco em dois dos grupos mais sensíveis da população: idosos e crianças e adolescentes de até 17 anos.

A medida faz parte de um projeto-piloto do Ministério da Saúde que passa a ofertar a insulina glargina, uma versão de ação prolongada, em regiões selecionadas do país.

Por que idosos e jovens estão no centro da estratégia

A decisão tem base clínica. Entre os idosos, episódios de hipoglicemia — quando o nível de açúcar no sangue cai excessivamente — são mais frequentes e potencialmente graves. Quedas, confusão mental e internações estão entre as consequências mais comuns. Além disso, limitações visuais, cognitivas ou motoras tornam esquemas complexos de aplicação de insulina mais arriscados nessa fase da vida.

Nesse contexto, a insulina glargina surge como alternativa para simplificar o tratamento. Com efeito estável e duração de até 24 horas, ela tende a reduzir oscilações glicêmicas e exige menos aplicações diárias.

O programa também contempla crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1, condição em que a insulina é indispensável desde o diagnóstico. Durante o crescimento, variações hormonais, mudanças na alimentação e na rotina escolar dificultam o controle da glicemia. Uma insulina basal de ação prolongada pode ajudar a dar mais estabilidade, desde que bem indicada.

A implementação inicial ocorrerá no Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal. Segundo o Ministério da Saúde, essas regiões permitirão acompanhar o impacto clínico da medida em diferentes realidades do país. A substituição da insulina tradicional não será automática: cada paciente passará por avaliação individual das equipes do SUS.

Para os beneficiados, a principal mudança está na rotina mais simples e previsível. Ainda assim, o acompanhamento médico e o monitoramento da glicose continuam indispensáveis.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Julia da Silva

Julia da Silva

Jornalista com experiência em textos jornalísticos e de redação criativa, interessada pelo mundo e por boas histórias.

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