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80% da população será infectada por este vírus, alertam especialistas

Por Clyverton da Silva
08/03/2026
Enquanto o mundo se assusta com o Vírus Nipah, cientistas têm outra preocupação

Foto ilustrativa: Pavel Danilyuk/Pexels

No cenário mundial, o papilomavírus humano (HPV) marca presença inevitável na vida da maioria das pessoas. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 80% da população sexualmente ativa terá contato com o vírus em algum momento da vida.

Embora em muitos casos o organismo elimine a infecção naturalmente, certos subtipos do HPV são responsáveis por praticamente todos os casos de câncer cervical.

Vacinação

A vacinação contra o HPV é uma estratégia eficaz para prevenir o câncer do colo do útero. Desde 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil disponibiliza gratuitamente a vacina quadrivalente.

Essa vacina protege contra os subtipos 6, 11, 16 e 18 do vírus, com foco em prevenir até 70% dos casos de câncer cervical. Em países que adotaram a vacinação em larga escala, observou-se uma redução de até 58% nos casos de câncer do colo do útero.

Importância dos exames de rastreamento

A vacinação não é a única ferramenta na luta contra o câncer cervical. Exames de rastreamento, como o Papanicolau, desempenham um papel crucial na identificação precoce de alterações celulares. O exame detecta anormalidades antes que as células se tornem cancerosas.

A implementação do teste de DNA-HPV no SUS promete melhorar ainda mais a detecção precoce, identificando a presença do vírus antes de qualquer lesão visível.

Fatores de risco

Conhecer os fatores de risco associados ao HPV e ao câncer do colo do útero é essencial para a prevenção. O início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros aumentam o risco, assim como hábitos como o tabagismo. 

Indivíduos com imunossupressão devem ter atenção especial, pois estão mais suscetíveis à progressão para o câncer após a infecção pelo HPV.

Ação preventiva

Proteger-se contra o câncer do colo do útero requer uma abordagem integrada que combine vacinação, exames de rastreamento regulares e hábitos de vida saudáveis. A combinação desses métodos ajuda a reduzir significativamente a incidência e mortalidade associadas à doença. 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Clyverton da Silva

Clyverton da Silva

Jornalista e editor do TNH1 Variedades.

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