Terapia gênica pode revolucionar tratamento do Alzheimer em ratos, afirmou um estudo publicado em dezembro de 2025 na revista Molecular Therapy. Pesquisadores exploraram como esta intervenção biológica restaurou sinapses, essenciais para a comunicação entre neurônios.
A terapia, aplicada em ratos, demonstrou preservar funções cognitivas de forma eficaz.
O estudo detalhou que a restauração das sinapses foi alcançada modificando-se a expressão de genes específicos, o que interrompeu a progressão dos sintomas do Alzheimer nos modelos animais. A metodologia incluiu a introdução de elementos genéticos capazes de preservar as conexões neuronais, procedimento realizado no laboratório da universidade.
A doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa progressiva que destrói células cerebrais. Ela funciona através do acúmulo de proteínas anormais que bloqueiam a comunicação celular e causam a morte neuronal, resultando em atrofia cerebral, perda de memória, declínio cognitivo e dependência funcional.
Resultados significativos na função cognitiva
Os ratos, ao serem tratados com essa abordagem inovadora, exibiram melhora na memória e no aprendizado. Os resultados contrastam com tratamentos convencionais, que apenas retardam a evolução da doença sem reverter efeitos.
Essa nova técnica oferece uma perspectiva diferente, apontando para uma intervenção que endereça diretamente o problema sináptico.
Desafios
Apesar dos avanços, o uso da terapia gênica em humanos ainda demanda estudos adicionais. Ensaios clínicos futuros são essenciais para avaliar segurança e eficácia em pacientes humanos.
Cientistas ressaltam que a pesquisa sobre Alzheimer e a aplicação em modelos animais são passos iniciais. Por enquanto, o potencial deste tratamento continua sendo explorado e aperfeiçoado.





