O painel de arboviroses do Ministério da Saúde, atualizado no último dia 31 com dados até o último dia 27, elevou para 14 o número de municípios de Mato Grosso do Sul em situação de epidemia de chikungunya. O estado acumula 3.588 casos prováveis da doença e sete mortes, com incidência de 122,7 ocorrências por 100 mil habitantes, valor 11 vezes superior à média nacional.
Entre as cidades com maior carga da doença, Fátima do Sul lidera as estatísticas. O município registra incidência de 2.288 casos por 100 mil habitantes, totalizando 492 ocorrências prováveis, das quais 485 são suspeitas e sete foram confirmadas por exame laboratorial.
Em seguida, aparece Jardim, com incidência de 1.118,2. Sete Quedas ocupa a terceira posição, com 1.068,7 de incidência e 121 casos prováveis (99 suspeitos e 21 confirmados). A lista das áreas mais afetadas inclui ainda Vicentina (584,2 de incidência; 38 casos), Selvíria (573,7; 50 casos) e Paraíso das Águas (496,4; 29 casos).
Situação em Bonito, cidade turística
Bonito, um dos polos turísticos do estado, apresentou a piora mais expressiva no período. A cidade teve alta de 35,3% na incidência da doença, alcançando 423,4 casos por 100 mil habitantes e 106 ocorrências prováveis (57 suspeitas e 49 confirmadas).
Guia Lopes da Laguna e Água Clara também registraram aumentos relevantes, de 23,5% e 18,7%, respectivamente.
Epidemia
O critério técnico para definição de epidemia é a incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes. Douradina foi a única cidade a deixar essa faixa na comparação com a semana anterior, ao reduzir sua incidência de 304,8 para 277,4.
Por outro lado, Paraíso das Águas, Amambai, Figueirão e Jateí ingressaram na lista de municípios com epidemia. Este último, com apenas 3.586 moradores, tem 11 casos prováveis e incidência de 305,9.





