Moradores do Rio de Janeiro precisam ficar atentos: a vacinação contra a gripe já está disponível em todo o estado, mas os índices de adesão seguem muito abaixo do esperado — e os casos graves da doença já aumentaram em 2026. O alerta vem do Sistema Único de Saúde, que reforça a importância de buscar o imunizante o quanto antes.
A campanha segue até 30 de maio, mas a cobertura vacinal ainda preocupa. Até agora, pouco mais de 3% do público prioritário foi vacinado, muito distante da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Ao mesmo tempo, os registros de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) mais que dobraram em comparação ao ano passado, indicando avanço da circulação do vírus.
Baixa vacinação e alta de casos acendem sinal de alerta
A vacina protege contra três cepas do influenza: H1N1, H3N2 e tipo B, sendo fundamental para evitar complicações, internações e mortes — especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
No estado, a imunização está disponível nos 92 municípios. Na capital, são mais de 200 pontos de vacinação, incluindo clínicas da família e centros municipais de saúde. Para se vacinar, basta apresentar documento com foto e, se possível, a caderneta.
Embora a vacina esteja liberada para toda a população a partir dos seis meses de idade, autoridades de saúde reforçam o foco em idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades.
Outro ponto importante: a dose é anual e, em geral, única. Apenas crianças que nunca foram vacinadas antes podem precisar de duas aplicações, com intervalo de 30 dias.
O cenário atual exige atenção imediata. Com a proximidade do inverno e o aumento natural de doenças respiratórias, a baixa adesão à vacina pode agravar ainda mais a situação.
A recomendação é a prevenção que pode fazer a diferença entre um quadro leve e uma complicação grave.





