O governo da Grécia anunciou uma medida que pode mudar completamente a relação de crianças com a internet. A partir de 1º de janeiro de 2027, menores de 15 anos não poderão acessar redes sociais como Instagram, TikTok e WhatsApp.
A decisão foi confirmada pelo primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, que destacou os impactos negativos dessas plataformas na saúde dos jovens.
Governo cita ansiedade, sono e vício digital
Segundo Mitsotakis, a medida foi tomada após preocupação crescente com o bem-estar das crianças. “A Grécia estará entre os primeiros países a tomar essa iniciativa”, afirmou. Ele também destacou que a decisão veio após ouvir famílias: “Conversei com pais antes de seguir com essa proposta”.
O premiê foi direto ao apontar os motivos: aumento da ansiedade, problemas de sono e o próprio funcionamento das redes, que ele classificou como “viciante”.
A medida também busca pressionar outros países europeus. “Tenho certeza de que não seremos os últimos. Nosso objetivo é levar esse debate para toda a União Europeia”, completou.
O ministro da Governança Digital, Dimitris Papastergiou, explicou que as plataformas terão que se adaptar. Caso não consigam restringir o acesso por idade, poderão sofrer punições pesadas, com multas que podem chegar a até 6% do faturamento global, conforme regras da União Europeia.
A iniciativa segue uma tendência internacional. A Austrália já adotou medida semelhante, proibindo redes sociais para menores de 16 anos, enquanto o Reino Unido começou testes com grupos isolados de adolescentes.
Apesar disso, empresas de tecnologia ainda demonstram resistência. Algumas alegam que a proibição pode não ser a solução mais eficaz, mas afirmam que devem cumprir as regras.
Enquanto isso, o governo grego também pede a colaboração dos pais, reforçando que o controle do uso das telas deve ser uma responsabilidade compartilhada.





