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Sigmund Freud, pai da psicanálise: “Nunca estamos tão indefesos contra o sofrimento como quando amamos”

Por Clyverton da Silva
22/04/2026
Sigmund Freud, pai da psicanálise: “A mente é como um iceberg, apenas uma pequena parte é visível”

Freud (Foto: Divulgação/Freud Museum)

Uma frase atribuída a Sigmund Freud tem circulado com intensidade nas plataformas digitais nos últimos dias: “Nunca estamos tão indefesos contra o sofrimento como quando amamos”. A máxima, que sintetiza a visão psicanalítica sobre a vulnerabilidade inerente aos vínculos afetivos, voltou a ganhar repercussão em meio a debates sobre relacionamentos contemporâneos e saúde emocional.

A origem da citação não está circunscrita a uma obra específica do médico neurologista austríaco, mas emerge do conjunto de suas teorias sobre o amor, o desejo e o inconsciente, desenvolvidas ao longo de sua produção intelectual.

Para o criador da psicanálise, o amor não se reduz a um sentimento romântico superficial; trata-se de uma experiência psíquica na qual o indivíduo deposita parte significativa de sua identidade e mundo emocional no outro.

Vulnerabilidade associada ao ato de amar

A vulnerabilidade associada ao ato de amar, segundo essa perspectiva, decorre da cessão parcial do controle emocional. Ao estabelecer um vínculo profundo, a pessoa passa a nutrir expectativas em relação ao parceiro, criando uma necessidade de reciprocidade e um temor latente de perda ou rejeição.

De acordo com a teoria freudiana, quanto mais relevante for o laço afetivo, maior será a possibilidade de sofrimento diante de sua desestabilização. Esse fenômeno ocorre por três razões principais: a dependência afetiva, que submete o bem-estar individual à presença e atitude do outro; a angústia da separação, que equipara a ruptura do laço a um processo de luto; e a ativação de desejos inconscientes, que resgatam feridas emocionais da infância.

Embora essas formulações tenham sido concebidas no início do século XX, especialistas apontam sua atualidade diante de um contexto relacional marcado pela imediação, pela exposição em redes sociais e pelo receio do compromisso.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Clyverton da Silva

Clyverton da Silva

Jornalista e editor do TNH1 Variedades.

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