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Cientistas encontram uma “superterra” que mede quase o dobro do nosso planeta

Por Clyverton da Silva
25/04/2026
Fenômeno raro que aconteceu no espaço pode indicar o início do fim do mundo

Imagem de Mattia Verga por Pixabay

A descoberta de exoplanetas continua a desafiar a ideia de que o universo já se encontra suficientemente mapeado pelos instrumentos atuais. Cada novo corpo identificado contribui para o entendimento dos processos de formação, evolução e dinâmica de sistemas estelares para além do Sistema Solar.

Uma equipe internacional com participação do Instituto de Astrofísica das Canárias confirmou recentemente a existência de uma superterra no sistema TOI-201, conforme estudo publicado na revista Science Advances.

O planeta, batizado de TOI-201 d, possui dimensões aproximadas de 1,4 vez o raio da Terra e massa seis vezes superior, caracterizando-se como um mundo rochoso. Os pesquisadores determinaram que ele completa uma órbita ao redor de sua estrela a cada 5,85 dias, distância tão reduzida que torna improvável a presença de água líquida em sua superfície.

Embora não se enquadre na categoria de habitável, o valor científico do achado é elevado. Superterras são corpos maiores que o planeta Terra, porém menores que gigantes gasosos como Netuno, e não possuem equivalente no sistema solar local.

Sistema TOI-201

O sistema TOI-201 revelou-se excepcionalmente complexo. Além da superterra, abriga TOI-201 b, um Júpiter temperado com aproximadamente metade da massa de Júpiter e período orbital de 53 dias.

Esse tipo de gigante gasoso ocupa posição intermediária entre os chamados Júpiteres quentes, muito próximos de suas estrelas, e os gigantes frios e distantes, o que o torna especialmente valioso para estudos sobre migração planetária.

O terceiro corpo identificado é TOI-201 c, uma anã marrom cuja órbita dura 7,9 anos. Sua massa situa-se no limiar entre grandes planetas e estrelas fracassadas, suscitando debates sobre seu processo formativo.

Os cientistas destacaram que o sistema funciona como um laboratório natural devido às interações gravitacionais entre seus corpos, que alteram lentamente as trajetórias orbitais. 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Clyverton da Silva

Clyverton da Silva

Jornalista e editor do TNH1 Variedades.

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