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CNH A e B passam a ter novo exame obrigatório em 2026

Por Matheus Chaves
09/05/2026
Exame

Imagem: Reprodução/Freepik

Se você pretende tirar a carteira de motorista nos próximos meses, o processo vai começar de forma diferente. A partir de 2026, candidatos às categorias A (motos) e B (carros) passam a ter uma nova exigência obrigatória antes mesmo de iniciar as aulas: o exame toxicológico.

A mudança decorre de alterações no Código de Trânsito Brasileiro aprovadas pelo Congresso Nacional em dezembro de 2025 e marca uma ampliação relevante das regras já aplicadas a motoristas profissionais.

O que muda na prática para novos motoristas

Até então, o exame toxicológico era exigido apenas para condutores das categorias C, D e E, ou seja, caminhoneiros, motoristas de ônibus e veículos de carga. Essa mudança foi consolidada após a derrubada de vetos presidenciais pelo Congresso em 2025, o que incluiu oficialmente a exigência para motoristas comuns.

Na prática, isso cria um novo fluxo no processo de habilitação, sendo que o exame toxicológico passa a ser uma etapa inicial, antes mesmo da formação teórica e prática do condutor.

Como funciona o exame toxicológico

Diferente de testes tradicionais, o exame toxicológico utiliza amostras de cabelo, pelos ou unhas para identificar o uso de substâncias psicoativas.

O ponto central desse modelo é a chamada “janela de detecção ampliada”. Isso porque o teste consegue identificar consumo de drogas por no mínimo 90 dias. Além disso, ele não detecta apenas uso recente, mas também padrão de consumo e ainda analisa substâncias que afetam atenção, reflexo e tomada de decisão.

Entre as drogas detectadas estão cocaína, maconha, anfetaminas e opiáceos, que impactam diretamente a capacidade de dirigir.

Qual é a lógica por trás da medida

A mudança segue um objetivo específico de política pública: aumentar a segurança no trânsito a partir da triagem prévia de condutores.

O funcionamento é identificar uso de substâncias antes da concessão da CNH, evitar que motoristas iniciem a condução com risco aumentado e padronizar critérios de aptidão em todas as categorias, ou seja, o exame não atua como punição, mas como um filtro preventivo dentro do sistema de habilitação.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Matheus Chaves

Matheus Chaves

Jornalista e produtor de conteúdo com mais de nove anos de experiência em comunicação digital, produção editorial e jornalismo online.

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