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Quem pretende se aposentar em 2027 deve conferir as exigências previstas para o INSS

Por Ana Anjos
21/10/2026
Pretende aposentar conferir exigências previstas

Foto: Vlada Karpovich/Pexels

Quem soma idade e tempo de contribuição para se aposentar pelo INSS encontrará critérios mais apertados a partir de janeiro de 2027. Duas regras de transição da Previdência Social passarão a exigir pontuação maior ou idade mais alta dos segurados que ainda não alcançaram os limites atuais.

As exigências maiores atingem quem começou a contribuir antes de 13 de novembro de 2019, data em que passou a valer a Reforma da Previdência. Esse grupo ficou na transição porque já estava na ativa quando as normas anteriores foram substituídas, mas ainda não tinha direito ao benefício.

Pontuação sobe para homens e mulheres

Pontos-chave
Pontos-chave
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Regras de transição para quem começou a contribuir antes de 13 de novembro de 2019 ficam mais rígidas a partir de janeiro de 2027.
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Na regra dos pontos, soma de idade e tempo de contribuição sobe para 94 nas mulheres e 104 nos homens em 2027, mantendo 30 e 35 anos de contribuição, respectivamente.
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Na idade mínima progressiva, mulheres precisarão de 60 anos e homens de 65 anos em 2027, com 30 e 35 anos de contribuição, respectivamente.
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Pontos e idade mínima progressiva são vias alternativas; o segurado escolhe a exigência que cumpre, não precisa atender às duas.
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Quem começou a contribuir após a reforma segue as regras permanentes (62 anos mulheres, 65 anos homens) e não passa pelas transições mais rígidas.
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Fechar os requisitos ainda em 2026 garante aposentadoria sem aguardar o aumento; conferir o extrato de contribuições do INSS ajuda a checar isso.

Na regra dos pontos, a soma de idade com anos de trabalho precisa alcançar 94 para mulheres e 104 para homens no próximo ano — um ponto a mais do que em 2026 em cada caso. Trinta anos de contribuição continuam obrigatórios para elas, e 35 para eles.

O cálculo é simples: idade do trabalhador somada ao período em que recolheu ao INSS. Chegar à pontuação, porém, não dispensa cumprir o piso de contribuição fixado para cada gênero — os dois critérios precisam fechar juntos.

Idade mínima também fica mais alta

Na segunda via de transição, baseada em idade mínima progressiva, as mulheres passam a precisar de 60 anos completos, meio ano a mais que em 2026, mantendo os 30 anos de contribuição. Os homens sobem para 65 anos, com 35 anos de serviço registrados.

O avanço é gradual: seis meses a mais de idade a cada ano até o teto ser alcançado, enquanto na regra dos pontos o acréscimo é de um ponto anual. Pontos e idade mínima progressiva funcionam como caminhos alternativos — vale a exigência da via escolhida pelo segurado, sem precisar atender às duas ao mesmo tempo.

Casal idoso desfrutando de um tempo de lazer com palavras cruzadas em casa, mostrando união.
Foto: Kampus Production/Pexels

Quem entrou depois de 2019 segue outra regra

Trabalhadores que só começaram a recolher ao INSS depois da reforma seguem, de modo geral, as regras permanentes: 62 anos para mulheres e 65 para homens, além do período mínimo de recolhimento exigido em cada situação. Esse grupo não passa pelas transições que ficam mais rígidas em 2027.

Fechar os requisitos ainda em 2026 garante o pedido de aposentadoria sem necessidade de esperar o próximo ano. O direito já conquistado não é apagado pelo aumento anual de pontos ou de idade, vale o critério do momento em que a pessoa completou as exigências.

O que fazer antes da virada do ano

Checar o extrato de contribuições do INSS ajuda a confirmar se a soma de idade com tempo de serviço já alcança o exigido em 2026, antes do aumento da exigência. Pequenas diferenças de meses podem definir se o pedido será feito ainda este ano ou só depois do reajuste.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Ana Anjos

Ana Anjos

Jornalista paraibana, com coração pernambucano, fazendo o que ama e contando histórias que importam.

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