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Estudo revela que pessoas nascidas entre 1951 e 1971 lidam melhor com o silêncio do que os mais jovens

Por Julia da Silva
10/06/2026
Estudo revela que pessoas nascidas entre 1951 e 1971 lidam melhor com o silêncio do que os mais jovens

Créditos: Unsplash

Para muitas pessoas entre 55 e 75 anos, o silêncio não é algo estranho ou desconfortável. Pelo contrário: ele costuma representar tranquilidade, descanso e até bem-estar. Um conjunto de pesquisas na área da psicologia e da neurociência sugere que essa relação mais positiva com a ausência de ruídos pode estar diretamente ligada ao período histórico em que essa geração cresceu.

Nascidos entre as décadas de 1950 e 1970, esses indivíduos passaram a infância e a adolescência em uma realidade muito diferente da atual. Sem smartphones, redes sociais, notificações constantes ou plataformas de streaming, o cotidiano era marcado por intervalos naturais de silêncio. O resultado, segundo especialistas, é um cérebro acostumado a níveis menores de estimulação sonora.

O impacto do silêncio na saúde mental

A ciência explica que o sistema nervoso se adapta aos estímulos mais frequentes do ambiente. Assim, quem cresceu em um contexto menos ruidoso tende a perceber o silêncio como algo familiar, e não como uma ausência que precisa ser preenchida.

Além da influência geracional, pesquisadores destacam que o próprio envelhecimento contribui para uma maior tolerância aos momentos silenciosos. Com o passar dos anos, áreas cerebrais ligadas ao controle emocional e à regulação dos impulsos amadurecem, favorecendo uma convivência mais confortável com períodos de baixa estimulação.

Estudos também apontam benefícios concretos do silêncio para o cérebro. Entre eles estão a redução dos níveis de estresse, melhora da atenção, fortalecimento dos processos de memória e maior ativação de áreas relacionadas à criatividade e à reflexão.

Já entre os mais jovens, o cenário costuma ser diferente. A exposição contínua a telas, vídeos, músicas e notificações eleva o nível de estímulo considerado normal pelo cérebro. Como consequência, momentos de silêncio podem gerar inquietação e a sensação de que algo está faltando.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Julia da Silva

Julia da Silva

Jornalista com experiência em textos jornalísticos e de redação criativa, interessada pelo mundo e por boas histórias.

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