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Fenômeno que “destruiu” o Nordeste há mais de 100 anos pode voltar a acontecer em 2026

Por João Carlos Gomes
21/06/2026
Fenômeno que “destruiu” o Nordeste há mais de 100 anos pode voltar a acontecer em 2026

Foto: NASA/Wikimedia Commons

Registros históricos dos últimos 150 anos indicam que o fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, atingiu uma intensidade excepcional, classificada como “super”, em apenas quatro ocasiões.

Registrado pela última vez entre 2015 e 2016, o evento já causou impactos climáticos severos em várias regiões do Brasil ao longo da história. E entre os episódios mais graves está a histórica Grande Seca de 1877, que atingiu o Nordeste brasileiro.

Na época, a tragédia vitimou cerca de 500 mil pessoas na região. Agora, diante de novas previsões alertando sobre a iminência de mais um “super El Niño”, as preocupações com os possíveis efeitos do fenômeno voltam a se concentrar no Nordeste.

É importante ressaltar que não há um cenário de devastação generalizada no presente. Entretanto, a comunidade científica e as autoridades públicas ainda assim temem por prejuízos.

Isso porque o novo “super El Niño”, que pode se manter ativo entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, promete elevar as temperaturas a níveis alarmantes, superando a barreira dos +2°C e, com isso, igualar-se aos episódios mais intensos já registrados.

Intervalo de fenômeno intenso preocupa especialistas

Os alertas não estão relacionados apenas à força esperada do fenômeno. O “super El Niño” também preocupa porque deve ocorrer em um intervalo menor do que o observado anteriormente, marcando o período mais curto já registrado entre eventos dessa intensidade.

De acordo com especialistas, a aceleração atípica no intervalo entre os eventos pode estar diretamente associada ao aquecimento global e à intensificação das mudanças climáticas.

Dessa forma, o novo “super El Niño” consolida-se não apenas como um indicativo para a adoção de medidas preventivas imediatas, mas também como um reflexo da urgência em mitigar os impactos ambientais globais para conter a recorrência e a severidade de fenômenos climáticos intensos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, fã de música e apaixonado pela profissão que, diariamente, se dedica a atualizar os leitores do TNH1.

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