O Enem 2026 chega com números e mudanças que colocam a edição entre as mais relevantes dos últimos anos. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o exame registrou cerca de 5 milhões de inscrições confirmadas, o maior volume desde 2020.
O resultado reforça o peso da prova como principal caminho para o ensino superior no país. A nota do Enem é utilizada em processos de seleção para universidades públicas, instituições privadas e programas federais como Sisu, Prouni e Fies.
Apesar do crescimento, o recorde histórico ainda pertence à edição de 2014, quando o exame reuniu 8,7 milhões de candidatos aptos. Neste ano, as provas serão aplicadas em 8 e 15 de novembro, em todo o Brasil.
Inscrição automática e ampliação da acessibilidade marcam edição
Entre os fatores que ajudam a explicar a dimensão do Enem 2026 está a inscrição automática de estudantes matriculados no 3º ano do ensino médio da rede pública. A medida foi anunciada pelo Ministério da Educação e busca ampliar a presença de concluintes no exame.
Outra novidade envolve o atendimento especializado. O Inep incluiu novas situações que podem ser consideradas na análise dos pedidos de apoio durante a prova, como fibromialgia e transtornos mentais, incluindo ansiedade, TOC e TDAH. A concessão dos recursos depende da solicitação do participante e da documentação exigida no edital.
Em determinadas situações, o candidato poderá contar com acompanhante ou cão de apoio emocional. O acompanhante, no entanto, deverá permanecer em uma sala reservada e monitorada, sendo chamado apenas se houver necessidade de assistência.
A estrutura do exame será mantida: serão 180 questões objetivas, divididas em quatro áreas de conhecimento, além da redação. Desde 2009, o Enem reúne quatro provas de 45 itens e uma produção textual.
O calendário oficial prevê aplicação nos dois primeiros domingos de novembro.





