Uma nova explosão no Sol chamou a atenção de centros de monitoramento espacial no fim de semana. O fenômeno foi registrado no sábado (4), em uma região de manchas solares identificada como 4482, localizada na borda sudeste do astro.
A erupção foi classificada como X1.3, uma das categorias mais intensas da escala usada para medir explosões solares. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos, a NOAA, o evento provocou um apagão forte de rádio, classificado como R3.
Apesar da intensidade, o registro não significa que uma tempestade solar severa atingirá a Terra. A região 4482 ainda estava próxima à borda do Sol quando a explosão ocorreu, o que reduz a possibilidade de partículas seguirem diretamente em direção ao planeta. O monitoramento, porém, continua nos próximos dias.
Por que erupções de classe X preocupam cientistas
As erupções solares são liberações repentinas de energia associadas ao campo magnético do Sol. Elas são divididas em classes de A a X. A classe X reúne os eventos mais fortes, e o número ao lado da letra indica a intensidade dentro dessa categoria.
Em 30 de junho, outra explosão de classe X, de intensidade X1.1, foi detectada. Nos últimos dias, ejeções de massa coronal também elevaram a atividade geomagnética e causaram interrupções temporárias em comunicações de rádio.
Quando partículas solares atingem o campo magnético da Terra, podem provocar auroras e afetar sinais de GPS, satélites, redes elétricas e comunicações. O impacto depende da velocidade, da intensidade e da direção do material expelido.
O fenômeno ocorre em um período de maior atividade do ciclo solar, que dura cerca de 11 anos. Cientistas acompanham agora a evolução da região 4482 e avaliam se novas explosões poderão ter efeitos sobre a Terra.





