Embora sair com os amigos para lugares animados pareça uma boa ideia, sobretudo após uma semana de trabalho intensa, esse não é o tipo de programa que atrai pessoas de forma unânime. Ainda mais considerando que, para alguns indivíduos, o silêncio é reconfortante.
Inclusive, é muito comum que pessoas que pensem dessa forma optem por cancelar saídas para ficar em casa com certa frequência. Todavia, vale destacar que esse tipo de comportamento nem sempre está relacionado a algo negativo.
Afinal, de acordo com a psicologia, recusar eventos cheios para permanecer em casa desfrutando da própria companhia não representa, necessariamente, uma vontade de se isolar do mundo, mas sim de ficar em paz.
Especialistas ressaltam que, quando o isolamento ocorre de forma involuntária e intencional, ele pode até mesmo ser saudável, já que permite que as emoções sejam reguladas e as energias devidamente carregadas, o que é importante, especialmente, para os introvertidos.
Portanto, quando a decisão de desmarcar compromissos para se isolar para priorizar a reflexão e o equilíbrio interno surge de forma voluntária, isso constitui, na perspectiva profissional, uma prática legítima de autocuidado e preservação da saúde mental.
Quando cancelar saídas se torna um problema: psicologia diferencia solitude e solidão
O isolamento só cura quando se trata de uma escolha consciente. Caso contrário, especialistas alertam que a situação pode sinalizar um quadro de solidão, o que é extremamente prejudicial à saúde mental.
É fundamental distinguir solidão de solitude pois, enquanto a segunda proporciona descanso mental e autoconhecimento, a segunda é um eco doloroso de isolamento que precisa ser tratado.
Segundo a psicologia, o isolamento saudável caracteriza-se pela preservação da flexibilidade interpessoal, com o indivíduo ainda conseguindo aceitar determinados convites sem muita relutância, sobretudo para preservar laços sociais. Logo, quando isso deixa de ser possível, é sinal de que o afastamento já não está fazendo bem.





