O fechamento da única agência do Itaú Unibanco em Itaú de Minas, Minas Gerais, gerou preocupação entre moradores locais. A decisão afetou diretamente aposentados e pensionistas que necessitam de serviços presenciais, como a prova de vida. Com a agência mais próxima a vários quilômetros de distância, o deslocamento tornou-se um desafio logístico significativo.
Além das dificuldades logísticas, muitos idosos enfrentam barreiras tecnológicas. Segundo o IBGE, 25,5% das pessoas com mais de 60 anos não utilizam a internet regularmente.
O Itaú Unibanco surgiu em 3 de novembro de 2008, a partir da fusão histórica entre o Banco Itaú e o Unibanco.
Digitalização
O fechamento da agência do Itaú faz parte de um movimento mais amplo de digitalização financeira no Brasil. Entre 2023 e 2025, grandes bancos encerraram operações de várias agências, impulsionando o uso de tecnologias como Pix e internet banking. Embora eficiente, essa transição expôs lacunas de acesso a serviços financeiros em áreas mais remotas.
Os aposentados, que dependem de serviços bancários presenciais, precisam agora viajar para cidades vizinhas. Essa situação intensificou as preocupações de segurança e aumentou os custos com transporte para esse público vulnerável.
Iniciativas governamentais
O Ministério Público de Minas Gerais foi acionado para buscar alternativas que minimizem o impacto do fechamento da agência do Itaú em Itaú de Minas. No entanto, ainda não há registros concretos de ações judiciais específicas tomadas sobre este caso.
Com a digitalização em ritmo acelerado, é visto como essencial que instituições financeiras e órgãos governamentais trabalhem em conjunto para desenvolver soluções inclusivas.





