Agências espaciais globais realizam o mapeamento contínuo dos céus para identificar objetos próximos à Terra com potencial de impacto. E embora a maioria não represente um risco real de extinção, um corpo celeste específico tem gerado preocupação entre os especialistas.
Trata-se do asteroide Bennu (101955 Benu), que foi originalmente descoberto pela sonda LINEAR em 11 de setembro de 1999 e, desde então, segue sendo monitorado pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA).
De acordo com a agência estadunidense, o objeto, de aproximadamente 500 metros de diâmetro, orbita bem próximo à Terra e, caso acabe atingindo o planeta, seria capaz de causar um estrago significativo.
Isso porque o impacto do asteroide liberaria uma energia equivalente a 22 bombas atômicas, gerando imensa destruição. Além disso, a nuvem de poeira resultante da queda seria tão densa que bloquearia a luz solar, provocando uma severa mudança climática global.
Cálculos recentes da NASA indicam que a data com maior risco de impacto é 24 de setembro de 2182. Todavia, apesar do alerta, a agência reitera que as chances disso acontecersão baixíssimas, estimadas em apenas 0,037% (uma chance em 2.700).
Asteroide fornece pistas sobre a formação do Sistema Solar
Vale ressaltar que o interesse no asteroide Bennu transcende o risco de impacto. Afinal, o corpo celeste ainda possui um valor científico inestimável, funcionando como uma cápsula do tempo com dados cruciais sobre a formação do Sistema Solar.
Ele foi o alvo principal da missão OSIRIS-REx da NASA, que consistiu no envio de uma sonda que coletou amostras de sua superfície em 2020 e retornou com sucesso à Terra em setembro de 2023.
Por meio do material recolhido, os cientistas conseguiram não apenas analisar a importância de asteroides como o Bennu para a formação de galáxias e até mesmo o surgimento da vida na Terra, mas também entender fatores que podem influenciar em sua trajetória e de corpos semelhantes.





