É inegável que a maternidade traz muitas alegrias. Porém, no mercado de trabalho, ela acaba causando impactos significativos, uma vez que costuma provocar interrupções severas na trajetória profissional e na remuneração das mulheres.
Para mitigar esse prejuízo, uma nova proposta que está em tramitação na Câmara dos Deputados e, recentemente, recebeu um aval crucial na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, visa compensar mulheres idosas que tiveram seu tempo de contribuição para a Previdência afetado.
De autoria do deputado federal Duda Ramos (MDB-RR), o Projeto de Lei nº 6.841/2025 promete elevar a aposentadoria das seguradas em até 15% e, assim, garantir um suporte mensal bem mais significativo.
O acréscimo total no benefício está atrelado ao número de dependentes da segurada, sendo fixado em 5% por filho e limitado a, no máximo, três dependentes.
Apesar do recente avanço em Brasília, o projeto ainda passará pela análise obrigatória de outras comissões. Posteriormente, a matéria precisará ser votada por deputados e senadores antes de ser encaminhada para a sanção ou veto presidencial.
Detalhes de projeto para elevar aposentadoria de idosas ainda estão sendo alinhados
Embora seu objetivo central esteja estabelecido, o PL 6.841/2025 ainda depende de diversos ajustes antes de ser aprovado. A começar pela definição da forma como comprovará a maternidade das idosas que serão beneficiadas.
Também é necessário aguardar para confirmar se, por exigência de análises posteriores, a proposta poderá englobar homens aposentados responsáveis pelos filhos, servidoras públicas vinculadas aos regimes próprios da União, estados e municípios, além de idosos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O custo real da medida e o modelo de cálculo adotado pela proposta também podem levantar debates entre os parlamentares. A discussão deve ocorrer sobretudo porque, até o momento, mesmo as seguradas que já recebem aposentadorias mais altas terão direito ao aumento.





