A partir da próxima quarta-feira (22), entrará em vigor a nova taxa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
A decisão, que afeta uma parcela significativa dos itens importados, foi influenciada por supostas “práticas desleais” identificadas pelo órgão que estariam causando prejuízos ao mercado do país norte-americano.
A seleção dos bens afetados concentrou-se deliberadamente em insumos estratégicos para a atividade produtiva e em bens de amplo consumo, uma vez que inclui produtos como:
Itens industriais e máquinas: equipamentos de mineração, ferramentas de jardinagem, maquinário agrícola e componentes de borracha para veículos;
Commodities e alimentos: etanol, açúcar orgânico e molduras de madeira;
Bens de consumo: calçados, vestuário e papel;
Produtos químicos de uso geral: substâncias utilizadas em outras indústrias além da farmacêutica;
Celulose de dissolução.
Exceções: confira itens que não serão afetados pela nova taxa
É importante destacar que, assim como ocorreu em ocasiões anteriores, o governo dos EUA elaborou uma lista com aproximadamente 2 mil produtos que não serão atingidos pela nova taxa, que incluiu itens como:
- Produtos de origem animal e carnes (carne bovina, miudezas e preparados, peixes e crustáceos, mel natural e conchas);
- Produtos vegetais e alimentos preparados (hortaliças, legumes, raízes, tubérculos, frutas, nozes, café, chá, especiarias, cereais, moagem e bebidas);
- Produtos médicos, farmacêuticos e fertilizantes;
- Mineirais, produtos químicos e combustíveis e óleos;
- Materiais industriais (plásticos, borracha e madeira).
Além disso, o governo norte-americano ainda deixou de fora as exportações brasileiras de aço e alumínio, uma vez que esses metais já operam sob restrições e alíquotas aduaneiras preexistentes e específicas da Seção 232.
Para atender ao interesse estratégico de evitar desabastecimentos ou custos inflacionários na cadeia de aviação comercial dos EUA, Washington também optou por livrar determinados itens do setor aeroespacial, como aeronaves civis, motores e componentes da nova tarifa.





