O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perdeu a paciência em relação a baixa produção farmacêutica no páis. Diante disso, o republicano resolveu adotar uma postuma mais rígida na política comercial e confirmou um novo plano tarifário para medicamentos genéricos importados, com alíquotas que poderão chegar a 200% após um período de transição.
Embora a medida não tenha sido direcionada exclusivamente ao Brasil, o país está entre os que podem sentir os efeitos da decisão. Isso porque os Estados Unidos representam um dos principais mercados para exportadores brasileiros de medicamentos, especialmente no segmento de genéricos.
A ideia do líder americano é incentivar que as empresas produzam em larga escala no país, deixando de depender da importação de medicamentos advindos de outros lugares do mundo.
Como funcionará a nova política tarifária
O plano apresentado por Trump não prevê a aplicação imediata da tarifa máxima. Segundo o cronograma divulgado, os medicamentos genéricos importados continuarão entrando nos Estados Unidos sem cobrança adicional pelos próximos dois anos, a partir de agosto de 2026.
Depois desse prazo, a tarifa passará para 100% durante um ano. Em seguida, a alíquota poderá atingir 200%, elevando significativamente o custo de entrada desses produtos no mercado norte-americano. Com a estratégia, a ideia também é incentivar que fabricantes estrangeiros transferiram parte da produção para o território dos Estados Unidos.
Empresas terão período para se adaptar
Como a tarifa máxima só será aplicada após o período de transição previsto pelo governo norte-americano, fabricantes ainda terão tempo para reavaliar suas estratégias comerciais.
Nesse intervalo, as empresas poderão estudar alternativas como ampliar investimentos nos Estados Unidos, reorganizar cadeias de produção ou buscar novos mercados para reduzir a dependência das exportações ao país. A forma como cada indústria responderá à nova política poderá definir o impacto financeiro da medida nos próximos anos.





