Assinantes da Prime Video nos Estados Unidos que receberam lembretes de renovação no fim de agosto notaram que a opção de US$ 2,99 por mês para remover anúncios simplesmente desapareceu. Em seu lugar, só resta a Prime Video Ultra, uma nova camada mais cara que a Amazon impôs como única via para quem não quer ver comerciais.
A transição foi anunciada em março e entrou em vigor em 10 de abril de 2026. Desde então, a antiga opção Ad Free não existe mais.
O que mudou?
Ultra custa US$ 4,99 (cerca de R$ 25) por mês ou US$ 45,99 (cerca de R$ 230) por ano, um acréscimo de US$ 2 por mês em relação ao plano Ad Free que foi descontinuado. Em troca, a Amazon empacotou recursos que antes não estavam disponíveis em nenhuma camada:
| Característica | Ad Free | Ultra |
| Qualidade do streaming | HD | 4K UHD |
| Audio | 5.1 surround sound e HDR10+ (era Dolby Atmos antes do Ultra) | Dolby Atmos e Dolby Vision |
| Limite de telas simultâneas | 3 | 5 |
| Downloads offline | 25 | 100 |
Na prática, quem assinava a camada base com o adicional de US$ 2,99 agora paga US$ 4,99 para manter a mesma experiência sem anúncios, e ainda precisa aceitar que o plano base perdeu recursos de vídeo premium que antes vinham inclusos.
Repercussão
De acordo com analistas, a mudança segue uma tendência ampla no setor de streaming: elevar preços, empurrar assinantes para camadas superiores e reduzir o que está incluso no plano de entrada. A Amazon, no entanto, não ofereceu uma alternativa mais barata para quem quer assistir sem anúncios.
Para quem não faz questão de 4K ou Dolby Atmos, a decisão é aceitar os comerciais ou pagar os US$ 4,99 mensais. O desconto anual de cerca de 23% é a única válvula de escape para quem quer economizar, mas o aumento em relação ao último plano Ad Free já é um fato consumado.





