O segundo ciclone extratropical de setembro já tem data para atingir o Sul do Brasil: a partir de quarta-feira (09), com efeitos que se estendem até o sábado (12), quando uma frente fria avança sobre o Centro-Oeste e o Sudeste.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu Alerta Vermelho para Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com previsão de rajadas de até 100 km/h, granizo de grande porte e acumulados de chuva que podem superar os 200 mm em 48 horas.
Chuvas de 200 mm e risco de alagamentos
A região mais afetada será o oeste de Santa Catarina e o centro-oeste do Paraná, onde as previsões apontam acumulados de até 200 mm em dois dias. Entre quinta (10) e sábado (12), pontos específicos podem registrar volumes superiores a 300 mm, o que eleva o risco de alagamentos, deslizamentos de terra e interrupção de atividades no campo.
A sequência de temporais começa na quarta-feira entre o noroeste do Rio Grande do Sul e o sudoeste de Mato Grosso do Sul. Na quinta (10), a zona prioritária se desloca para o oeste do Paraná e o noroeste de Santa Catarina, com acumulados de até 150 mm.
Na sexta (11), o ciclone estará consolidado entre os dois estados, e o risco de granizo grande e em grande quantidade se estende a todo o Sul.
Mais riscos
Além das chuvas, meteorologistas também alertam para a possibilidade de “microbursts”, rajadas descendentes locais de grande intensidade, e até a formação de tornados em cenários mais extremos.
De acordo com as autoridades, as rajadas de vento podem atingir 100 km/h nas áreas sob Alerta Vermelho, com potencial para derrubar árvores, danificar edificações e interromper o fornecimento de energia elétrica. Nas demais regiões em alerta, as rajadas variam entre 40 e 60 km/h.
A frente fria associada ao ciclone deixa 10 estados em risco de chuva, granizo e ventos fortes: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso e Goiás.
O que fazer?
Diante da gravidade do cenário, as defesas civis recomendam:
- Acompanhar os alertas do INMET e dos órgãos locais de proteção e defesa civil ao longo dos próximos dias;
- Evitar áreas alagáveis, fundos de vale e encostas, especialmente no oeste de Santa Catarina e centro-oeste do Paraná;
- Afastar-se de árvores, postes e estruturas frágeis durante as rajadas de vento;
- Proteger lavouras e suspender atividades ao ar livre nos dias de maior instabilidade;
Em casos de emergência, as autoridades também reforçam que os moradores devem ligar para a Defesa Civil através do número 199 e para o Corpo de Bombeiros, através do número 193.





