A frase estampa camisetas, murais de hospital e perfis de redes sociais há mais de uma década: “Não importa quanto a vida possa ser ruim, sempre existe algo que você pode fazer, e triunfar. Enquanto há vida, há esperança.”
A autoria é do físico britânico Stephen Hawking, um dos cientistas mais conhecidos do mundo, morto em 2018, aos 76 anos. Hawking a disse em 2006, numa entrevista ao site chinês People Daily Online, ao comentar sobre eutanásia.
Para ele, o paciente deveria ter o direito de decidir pelo fim da própria vida, mas essa escolha seria um erro: por pior que a vida pareça, sempre haveria algo a fazer e a conquistar. Foi nesse raciocínio que ele completou a frase sobre esperança.
Uma vida moldada pela doença
Hawking recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, com expectativa de sobreviver mais dois. Viveu mais de cinco décadas além do previsto pelos médicos.
Passou a usar cadeira de rodas na década de 1970 e perdeu a fala em 1985, quando adotou um sintetizador de voz controlado pelo movimento dos olhos e de um músculo da bochecha.
Foi justamente nesse período que produziu parte importante de sua obra sobre buracos negros e a origem do universo, incluindo o livro “Uma Breve História do Tempo”, um dos maiores best-sellers de divulgação científica já publicados.
Um lema adotado por quem cuida
A ONG brasileira Doutores da Alegria, que leva palhaços a hospitais para acompanhar pacientes internados, adotou a frase de Hawking em seu discurso institucional.
A organização relaciona a fala do físico ao próprio trabalho: evitar a pena, valorizar o presente e tratar quem está doente como igual, não como alguém a ser lamentado. Para a entidade, a frase resume a ideia de que a esperança segue viva enquanto a vida também segue.





