Uma criança de 12 anos não precisa ter perfil no TikTok, no Instagram ou no Snapchat, afirma a pediatra e divulgadora espanhola Lucía Galán.
Em entrevista à agência EFE, ela defende que o cérebro nessa fase é tremendamente imaturo.
Pediatra faz alerta sobre crianças nas redes sociais e questiona a necessidade de ter um perfil aos 12 anos
A pediatra explica que, nessa idade, o cérebro fica exposto a um algoritmo perverso, que recompensa apenas o tempo de permanência nas plataformas, independentemente do conteúdo consumido.
No livro “Adolescencia”, publicado pela editora Planeta, Galán apresenta uma visão otimista, construtiva e realista da adolescência, fase que considera fascinante apesar da má reputação entre os pais.
Segundo a pediatra, já existem dados suficientes para afirmar que as redes sociais pioraram a saúde dos adolescentes de hoje.
Por isso, ela defende que a exposição a essas plataformas seja adiada o máximo possível, já que a imaturidade cerebral típica da pré-adolescência dificulta lidar com seus estímulos constantes.
O livro aborda por que os adolescentes ficam mais irritáveis e se afastam da família, além de tratar de doenças comuns nessa etapa, da detecção de problemas de saúde mental, de sexo, pornografia e consentimento.
A autora ressalta a importância de que os pais conheçam essas informações para identificar riscos como bullying, ansiedade, depressão, consumo de álcool e outras drogas, além dos perigos das telas e das redes sociais.
Uma geração mais forte do que parece
A pediatra rejeita a ideia de que essa geração seja frágil.
Em entrevista à EFE, ela afirmou que os adolescentes não se resignam e não estão dispostos a aceitar qualquer coisa.
Galán descreve os adolescentes como fortes e em busca de soluções, ainda que nem sempre acertem, e segundo ela, errar também faz parte da adolescência.





