Controlar o pré-diabetes e o diabetes tipo 2 sem medicamentos é possível quando a estratégia combina alimentação planejada com atividade física regular.
Daniel J. Cox, professor de psiquiatria e ciências neurocomportamentais da faculdade de medicina da Universidade da Virgínia, criou um programa que mostra ser possível alcançar a remissão.
O próprio Cox não usa insulina nem medicamentos há 15 anos, embora tenha a doença.
Mudanças simples na rotina podem controlar o pré-diabetes antes que ele avance
O método, chamado GEM (sigla em inglês para Glucose Everyday Matters, ou Glicose Diária Importa), é detalhado no livro recém-lançado por Cox, e parte de uma ideia simples: toda escolha alimentar tem uma consequência mensurável no corpo.
Comer um doce pequeno é permitido, mas pode exigir uma caminhada logo depois para evitar uma alta abrupta da glicose no sangue.
O GEM funciona como um guia com checklists e perguntas para monitorar o progresso diário.
Quem segue o programa anota o número de passos e classifica cada atividade física como moderada ou vigorosa.
Assim, acompanha a adoção gradual de um estilo de vida voltado ao controle contínuo da glicemia.
O acompanhamento de um especialista é obrigatório durante todo o processo.
O programa não proíbe nenhum alimento, e ele apenas deixa claro que as decisões têm impacto direto nos níveis de glicose no sangue.
Os carboidratos são os principais responsáveis pela elevação da glicose e devem ser substituídos quando possível.
Na lista de alimentos a evitar estão arroz, milho, batata, grãos como trigo, aveia, centeio e cevada, assim como pães, bolos, doces, biscoitos e pizzas.
Frutas com alto teor de carboidratos, como banana e manga, também prejudicam o controle glicêmico, junto com frutas secas, bebidas adoçadas e condimentos como ketchup, mel e xarope.
Já entre os alimentos que mantêm a glicemia estável estão morango, mirtilo e amora; abacate e laranja; verduras como espinafre, brócolis e couve-de-bruxelas; legumes como cenoura, couve-flor, abóbora e berinjela; oleaginosas como amendoim, nozes, amêndoas e castanhas; sementes de girassol e abóbora; laticínios sem açúcar; ovos e carnes magras.
Uma troca simples no café da manhã, como substituir pão e cereais por um omelete, já faz diferença nos níveis de glicose.
O crescimento do diabetes no mundo
Mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com diabetes, segundo a Organização Mundial da Saúde.
O diabetes pode causar doenças cardiovasculares e renais, perda de visão e comprometimento cognitivo.
Embora o diabetes tipo 2 seja mais comum depois dos 45 anos, a incidência tem crescido em ritmo acelerado entre crianças.
Adolescentes e jovens adultos, o que torna o controle preventivo mais urgente entre os mais jovens.





