Se a rotina de skincare já incorporou séruns, tônicos, ácidos e uma série de etapas para o rosto, agora essa mesma lógica começa a subir alguns centímetros. O couro cabeludo entrou definitivamente no radar da beleza, e a tendência que o colocou em evidência tem nome: scalp care.
A prática, que ganhou força a partir da indústria de cosméticos da Coreia do Sul, propõe tratar o couro cabeludo de forma parecida com que tratamos a pele do rosto. Para especialistas, isso faz sentido, visto que o couro cabeludo pode apresentar oleosidade, descamação e processos inflamatórios, exatamente como a pele do rosto.
A diferença nesse caso é o repertório de produtos, que agora inclui séruns, ampolas, tônicos e esfoliantes formulados especificamente para a raiz dos fios.
Do rosto para a raiz
Seguindo essa nova lógica, ingredientes consagrados no cuidado da pele, como niacinamida, centella asiática, cafeína, peptídeos e vitaminas, ganham novas texturas e aplicadores pensados para o couro cabeludo.
Uma ampola coreana, por exemplo, combina cafeína e extrato de Houttuynia cordata para estimular a circulação local e energizar os folículos capilares.
O esfoliante capilar, aplicado uma ou duas vezes por semana antes do shampoo, remove células mortas e resíduos de produto. O tônico, de uso diário após a lavagem, regula a oleosidade e acalma a pele. Já os séruns e ampolas entram em ciclos de duas a seis semanas para queixas específicas, como queda e perda de densidade.
Vale destacar também que a tendência não é apenas um fenômeno de redes sociais. De acordo com dados do setor, o mercado global de hair & scalp care movimentou US$ 933 milhões em 2024, com o Brasil entre os mercados que mais abraçam o comportamento.
Mais do que um “produto diferente”
Para especialistas, a principal mudança disso não é nos produtos e sim na mentalidade das pessoas. Durante décadas, o cuidado capilar se concentrou no comprimento e nas pontas, como máscaras, finalizadores e óleos. Já no scalp care, essa prioridade é invertida: a saúde do cabelo começa antes mesmo do fio, na base.
“O excesso de produtos ou esfoliações podem trazer efeito rebote, aumentando a oleosidade e inflamando a região”, alerta a tricologista Joyce, que recomenda não ultrapassar uma esfoliação por semana.
A orientação da especialista é começar com uma limpeza adequada e, gradualmente, incorporar tônicos ou séruns específicos, sempre respeitando o tipo de couro cabeludo.





