O técnico Tite, de 65 anos, deixou para trás o salário milionário que recebia à frente da Seleção Brasileira ao assinar contrato com o Botafogo, anunciado oficialmente nesta quarta-feira (16). O treinador, que ganhava R$ 19,7 milhões na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), passará a receber R$ 2,5 milhões por mês no clube carioca.
A redução drástica na remuneração é um dos pontos que mais chamam a atenção no acordo. O Botafogo não divulgou oficialmente os valores do contrato, tampouco confirmou a existência de bônus por desempenho ou metas esportivas.
A cifra de R$ 2,5 milhões por mês, no entanto, é a mesma que Tite recebia no Cruzeiro, clube pelo qual foi demitido em março deste ano, encerrando o vínculo após uma passagem turbulenta.
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A contratação foi confirmada pelo Botafogo no fim da tarde desta quarta, com contrato válido até dezembro de 2028. O treinador chega acompanhado do filho e do auxiliar Matheus Bachi e do preparador físico Fábio Mahseredjian. A estreia está prevista para sábado, diante do Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro.
Tite está sem clube desde março, quando deixou o Cruzeiro após apenas algumas semanas no comando. Nos últimos seis meses, o técnico não dirigiu nenhuma equipe.
Para analistas, o período “sabático” de Tite é algo atípico para um treinador de seu porte, que comandou a Seleção Brasileira desde 2016 e acumula passagens por Corinthians, Internacional e Flamengo.
GDA e trajetória na Seleção
Segundo fontes próximas à negociação, Tite é a “cara” do projeto esportivo da GDA, nova investidora da SAF alvinegra. O objetivo do clube é manter estabilidade técnica a longo prazo, com um treinador de referência nacional e internacional no comando por, no mínimo, duas temporadas e meia.
O treinador começou os trabalhos nesta quinta-feira (17), no CT Espaço Lonier, e terá a pausa da Data FIFA para iniciar a implantação de sua metodologia com o elenco. A expectativa da diretoria é de que Tite assuma o time de forma efetiva já na rodada seguinte do Brasileirão.
Na CBF, Tite comandou a Seleção Brasileira por seis anos, disputando as Copas do Mundo de 2018 e 2022. O salário anual de R$ 19,7 milhões o colocava entre os quatro treinadores mais bem pagos do futebol mundial, atrás apenas de Hansi Flick (Alemanha), Gareth Southgate (Inglaterra) e Didier Deschamps (França).
Com sua saída da Seleção, sendo sucedido pelo italiano Carlo Ancelotti, abre um novo capítulo na carreira de um dos técnicos mais conhecidos do futebol brasileiro, agora, com a missão de tirar o Botafogo da zona de rebaixamento.





