Tyler e Wendy Chambers compraram em 2021 três parcelas de terra num total de 66 acres nas colinas áridas do norte-central de Washington, perto de Wenatchee, com o plano de construir uma casa na propriedade da família.
Cinco anos e quase US$ 300 mil depois, a casa ainda não existe e o estado exige que eles cedam 44,2 acres permanentemente antes que qualquer construção possa começar.

O que custou US$ 300 mil sem que um tijolo fosse assentado
Os US$ 300 mil gastos pelo casal não foram em construção: foram em requisitos regulatórios. O processo envolveu estudos de coruja manchada, relatórios geotécnicos, honorários de consultores, taxas de licenciamento e anos de tramitação burocrática no condado de Chelan.
O terreno tinha energia elétrica e água potável já instaladas, o que deveria facilitar o processo, mas não facilitou.
A propriedade ficou envolvida num processo da Lei de Política Ambiental do Estado de Washington (SEPA) após irregularidades relacionadas a escavação e terraplanagem. O
Departamento de Ecologia do estado identificou o caso e, como condição para liberar a construção, exigiu que 44,2 dos 66 acres fossem submetidos a uma restrição de escritura permanente, o que na prática significa que essa porção do terreno não pode ser desenvolvida para sempre, independentemente de qualquer venda futura.
Como o caso foi recebido
O corretor Jeff Hallman, com 22 anos de experiência em Washington, acompanhou o processo e qualificou o que aconteceu com Tyler Chambers: “Uma conspiração para destruir direitos de propriedade é real, e Tyler Chambers está passando pelo pior caso de abuso de propriedade que já presenciei.”
O caso ganhou repercussão nacional por ilustrar uma tensão antiga entre direito de propriedade e regulamentação ambiental que, nos Estados Unidos, raramente chega a desfechos tão extremos num terreno particular de uso residencial.





