Na quinta-feira (17), o Governo Federal anunciou o reajuste do valor mínimo que é pago para os beneficiários do Bolsa Família. Agora, em vez de R$ 600, a quantia passará a ser de R$ 691, a partir de outubro deste ano. Vale destacar que desde julho de 2022 o programa não recebia um aumento referente ao pagamento mínimo do benefício.
A correção será de 15,04% e corresponde, segundo o governo, à reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O reajuste foi definido por meio de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e terá efeito financeiro a partir da folha de outubro.
Quanto o beneficiário poderá receber
Embora o piso do programa seja o valor mais conhecido, o Bolsa Família possui uma composição que permite que o pagamento final varie conforme as características de cada família. Por isso, os R$ 691 representam o mínimo mensal, e não necessariamente a quantia que todos os beneficiários receberão.
O valor médio também será alterado. De acordo com as informações divulgadas pelo governo, a média passará de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. Esse cálculo considera o conjunto dos benefícios pagos dentro do programa.
Também houve atualização dos valores adicionais. O Benefício de Renda de Cidadania passará para R$ 164 por integrante da família, enquanto o Benefício Primeira Infância ficará em R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos. Já o Benefício Variável Familiar será reajustado para R$ 58.
Quando o novo valor começa a ser pago?
A mudança não será aplicada imediatamente aos pagamentos de setembro. O novo cálculo começa a valer na folha de outubro, com os pagamentos previstos para começar no dia 19 daquele mês.
Isso significa que os beneficiários não precisam interpretar o anúncio como um pagamento extra separado. O reajuste será incorporado ao benefício a partir da folha correspondente a outubro.
Quanto o reajuste vai custar aos cofres públicos?
A mudança também terá impacto nas despesas federais. Para os três últimos meses de 2026, o governo estima um custo adicional de aproximadamente R$ 5,8 bilhões. Para 2027, a previsão divulgada pelo Executivo é de cerca de R$ 22 bilhões em despesas adicionais relacionadas à atualização.
O governo afirma que há espaço fiscal para absorver a despesa e que os recursos serão acomodados no orçamento. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, declarou que parte do espaço utilizado para financiar o reajuste veio de economias obtidas com medidas de eficiência e com a revisão de despesas.
Reajuste acontece antes das eleições
O anúncio ocorreu em 17 de setembro, 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026. O governo foi questionado sobre a proximidade entre a atualização do benefício e o calendário eleitoral.
Segundo o Executivo, porém, a medida corresponde a uma recomposição prevista na legislação e não amplia o público atendido pelo programa. A Advocacia-Geral da União também afirmou que a correção pelo INPC está dentro das regras aplicáveis ao benefício.
Assim, a principal mudança para os beneficiários será percebida a partir da folha de outubro: o piso do Bolsa Família deixará os atuais R$ 600 e passará para R$ 691, enquanto os valores adicionais também serão atualizados conforme a composição de cada família.





