O Dayvigo, primeiro medicamento da classe dos antagonistas duplos dos receptores de orexina (DORA) aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve estar disponível nas farmácias brasileiras até o fim de dezembro, segundo a Eurofarma.
De acordo com a farmacêutica, o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2026, com preço estimado em torno de R$ 200, sujeito à definição final da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
O medicamento, desenvolvido pela japonesa Eisai e comercializado no Brasil pela Eurofarma, se diferencia dos tradicionais indutores do sono por atuar de forma oposta: em vez de deprimir o sistema nervoso central, ele bloqueia os sinais de alerta que mantêm o cérebro acordado, inibindo o neurotransmissor orexina, responsável pelo estado de vigília.
“O medicamento trará menos dependência que outros”, afirmou João Siffert, vice-presidente de Inovação na Eurofarma. O executivo destacou que o mecanismo de ação promove uma transição para o sono mais parecida com o padrão natural, reduzindo o risco de dependência e efeitos colaterais associados a opções como o zolpidem.
Registro e comercialização
O registro junto à Anvisa foi concedido em 2025, abrindo caminho para a comercialização. A venda será exclusiva mediante receita médica e restrita a adultos com insônia crônica, seja com dificuldade para iniciar ou manter o sono.
| Fabricante original | Eisai (Japão) |
| Distribuidor no Brasil | Eurofarma |
| Aprovação Anvisa | 2025 |
| Lançamento previsto | Até dezembro de 2026 |
| Preço estimado | ~R$ 200 (sujeito à CMED) |
| Receita | Exclusiva |
| Público-alvo | Somente adultos |
O que muda para o paciente?
Para quem sofre com insônia crônica e teme a dependência de benzodiazepínicos ou “Z-drugs” como o zolpidem, o Dayvigo representa uma nova opção com perfil de segurança diferente.
Especialistas apontam que a classe DORA pode reduzir significativamente os efeitos de tolerância e rebote associados ao uso prolongado de hipnóticos convencionais. Vale reforçar também que o preço final ainda depende da regulamentação da CMED, e a Eurofarma não divulgou data exata para o início das entregas às farmácias.





