A Anvisa proibiu a fabricação, distribuição, comercialização, propaganda e uso de quatro produtos da marca Moringa da Paz, todos derivados da planta Moringa oleifera.
Estão na lista a cápsula compatível com máquinas Nespresso, o pó orgânico, as cápsulas com pó orgânico e o chá, todos feitos com o vegetal. A medida atinge todos os lotes já fabricados e inclui a determinação de apreensão dos itens ainda em circulação.
O motivo é a ausência de comprovação científica de que a Moringa oleifera seja segura para consumo alimentar, qualquer que seja a forma de apresentação.
Estudos anteriores, ainda de acordo com a Anvisa, não conseguiram descartar riscos genotóxicos, relacionados a danos ao material genético, e hepatotóxicos, ligados a possíveis prejuízos ao fígado. Diante dessa incerteza, a proibição foi mantida por precaução.
Não é um novo caso
O caso da Moringa da Paz não abre um precedente novo. Desde 2019, a Anvisa já veda a fabricação, importação, comercialização, propaganda e distribuição de qualquer alimento que contenha a planta em sua composição.
A resolução publicada agora, em setembro de 2026, direciona essa restrição já existente especificamente aos produtos dessa marca, que a agência afirma estarem sendo vendidos sem a regularização exigida e com alegações de benefícios à saúde que não são permitidas para alimentos no Brasil.
Orientações
Segundo a Anvisa, a indicação é de interromper o uso imediatamente. A agência também pede que consumidores que encontrem esses itens ainda à venda denunciem a situação às vigilâncias sanitárias locais ou pelos canais oficiais do órgão federal.
A moringa ganhou popularidade nos últimos anos no mercado de suplementos e produtos naturais, muitas vezes associada a promessas de emagrecimento, controle de colesterol e propriedades anti-inflamatórias.
Nenhuma dessas alegações, porém, tem respaldo aprovado pela Anvisa para uso em rótulos ou propaganda de alimentos, o que reforça o caráter irregular da comercialização identificada agora.





