A Parker Hannifin, multinacional norte-americana produtora de tecnologias e componentes para sistemas de movimento e controle, encerrou sua operação em Jacareí, no interior de São Paulo, após pressão de trabalhadores.
O fechamento resultou em acordo que garante R$ 35 mil de indenização para cada um dos cerca de 100 funcionários da unidade.
Além da compensação financeira, a companhia mantém benefícios como assistência médica, plano odontológico e vale-alimentação por mais 12 meses.
O desfecho veio após 38 dias de greve e negociações no Tribunal Regional do Trabalho.
Fábrica de gigante americana fecha no Brasil após greve de 38 dias com acordo de R$ 35 mil por trabalhador
Em julho, a Parker Hannifin informou a intenção de encerrar as atividades em Jacareí, onde a fábrica produzia válvulas e componentes para equipamentos agrícolas e máquinas variadas.
Os funcionários imediatamente buscaram alternativas, incluindo propostas para manter a operação ou transferir profissionais para outras unidades da empresa.
Diante da recusa da companhia em reverter a decisão, os metalúrgicos iniciaram uma greve por tempo indeterminado no dia 20 de julho e montaram um acampamento na região.
O movimento recebeu apoio de entidades sindicais de outros países.
Em agosto, a Parker avançou com os desligamentos enquanto a greve ainda ocorria.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos relatou que todos os trabalhadores receberam comunicação de demissão no dia 11, alguns via WhatsApp e outros por telegrama.
O procedimento gerou questionamento do sindicato e intensificou os atos de protesto, incluindo queimada de telegramas em frente a instalações da empresa em São José dos Campos.
Negociação e acordo final
Após reconhecer a impossibilidade de reverter o encerramento, os representantes dos funcionários concentraram esforços em ampliar as compensações pela demissão coletiva.
As negociações ocorreram durante mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas, resultando em acordo aprovado pelos empregados no final de agosto.
O acordo definiu R$ 35 mil de indenização social para cada trabalhador e garantiu manutenção dos benefícios de saúde.
Odontologia e alimentação durante 12 meses, além de cláusulas específicas para funcionários com doenças preexistentes.
A solução encerrou a greve e estabeleceu as condições finais para o fechamento da unidade.





