Os 400 americanos mais ricos doaram, ao longo de suas vidas, o equivalente a apenas 4,4% do patrimônio conjunto que possuem hoje, segundo a investigação anual da revista Forbes sobre filantropia entre os integrantes da lista Forbes 400.
O percentual caiu em relação aos 4,6% registrados em 2025 e aos 5% de 2024, mesmo com o patrimônio combinado do grupo batendo recorde de US$ 8 trilhões.
Como a Forbes calcula a generosidade
A publicação atribui uma pontuação de 1 a 5 a cada integrante da lista, somando as estimativas de doações feitas ao longo da vida ao patrimônio líquido atual e dividindo o total doado por essa soma.
Ao todo, os 400 bilionários destinaram pelo menos US$ 366 bilhões a causas beneficentes durante suas vidas, US$ 47 bilhões a mais do que no levantamento anterior em termos absolutos.
Mas o crescimento das fortunas superou, de longe, o ritmo das doações: 44% dos integrantes da lista, incluindo o presidente Donald Trump, doaram menos de 1% do que possuem.
Só 13 pessoas, ou 3% do grupo, receberam a pontuação máxima, reservada a quem doou 20% ou mais da fortuna. A lista de maior generosidade proporcional inclui George Soros, Warren Buffett, o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg e o investidor Mitchell Rales.
Quem lidera em valores absolutos
Warren Buffett segue como o maior filantropo individual em números absolutos. O presidente do conselho da Berkshire Hathaway, com patrimônio estimado em US$ 144 bilhões, já destinou US$ 72,6 bilhões, ou 33,5% de sua fortuna, a quatro fundações da família Buffett e, até este verão americano, à Gates Foundation, cumprindo o compromisso público de doar mais de 99% de tudo o que possui.

MacKenzie Scott aparece como um dos destaques da edição deste ano. Somente em 2025, ela distribuiu US$ 7,2 bilhões para 186 organizações, o maior volume repassado por uma única pessoa em um ano desde que a Forbes começou a acompanhar o ranking, em 2012.
Desde o divórcio de Jeff Bezos, em 2019, Scott já destinou US$ 26,4 bilhões a mais de 2.500 organizações, incluindo pelo menos US$ 760 milhões a 18 universidades historicamente negras dos Estados Unidos, o que a torna a terceira maior filantropa da história do país, atrás apenas de Buffett e do conjunto formado por Bill Gates e Melinda French Gates.





