TNH1
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade
Sem resultados
Ver todos os resultados
TNH1
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Geral

A 80 metros do chão, equilibrista cruza cabo entre as montanhas de mineração mais altas da Europa

Por Matheus Chaves
22/09/2026
A 80 metros do chão, equilibrista cruza cabo entre as montanhas de mineração mais altas da Europa

Imagem: Elisa Triviño/Pexels

Já pensou ficar a 80 metros do chão e ainda atravessar 400 metros entre os dois maiores picos da Europa sobre apenas um cabo? Foi isso o que fez a equilibrista Tatiana-Mosio Bongonga no domingo (20), conforme informações da Euronews.

A apresentação aconteceu em Loos-en-Gohelle, no norte da França, entre os dois terrils da Base 11/19. Apesar de serem chamados de montanhas em algumas referências, essas estruturas são enormes depósitos artificiais formados pelos resíduos da mineração de carvão. A travessia ocorreu sem arnês de segurança e foi acompanhada por mais de 9 mil pessoas.

Um cabo de 400 metros ligou os dois terrils

Tatiana-Mosio Bongonga percorreu toda a extensão do cabo mantendo o equilíbrio enquanto avançava entre os dois pontos elevados. A estrutura foi instalada a aproximadamente 80 metros acima do terreno na região da travessia.

A artista integra a companhia francesa Basinga, especializada em espetáculos de funambulismo, modalidade em que o artista percorre uma corda ou cabo suspenso utilizando principalmente o controle do próprio equilíbrio.

Durante a apresentação, Bongonga não apenas caminhou de um lado ao outro. Em alguns momentos, realizou movimentos acrobáticos sobre o cabo, aumentando a complexidade da performance.

O espetáculo fez parte das Jornadas Europeias do Patrimônio e foi organizado na Base 11/19, área que reúne elementos preservados da antiga atividade mineradora da região.

O local já foi uma área de mineração de carvão

Os dois terrils não surgiram naturalmente. Eles são resultado de décadas de exploração de carvão no norte da França. A Base 11/19 recebeu esse nome em referência aos antigos poços de mineração existentes no local. A exploração começou no fim do século XIX e permaneceu ativa até 1986, quando a mina foi fechada.

Durante esse período, enormes quantidades de resíduos provenientes da extração e do processamento do carvão foram acumuladas. Com o passar das décadas, o material formou duas grandes elevações que passaram a dominar a paisagem de Loos-en-Gohelle.

Segundo informações da Prefeitura de Loos-en-Gohelle, os terrils fazem parte de um conjunto patrimonial que preserva diferentes elementos da antiga atividade mineradora, incluindo estruturas dos poços, áreas industriais e antigos espaços habitacionais dos trabalhadores.

Os dois terrils chegam a mais de 180 metros

As dimensões das estruturas ajudam a explicar por que o local foi escolhido para uma apresentação dessa escala. Os dois terrils gêmeos da Base 11/19 chegam a aproximadamente 186 e 182 metros de altura, respectivamente. Eles estão entre os maiores depósitos de resíduos de mineração desse tipo na Europa.

A altura total das estruturas, porém, não deve ser confundida com a altura da apresentação de Bongonga. O cabo utilizado na travessia ficou cerca de 80 metros acima do solo no trecho percorrido pela artista.

A diferença é importante porque os 400 metros mencionados no espetáculo representam a distância entre os dois pontos conectados pelo cabo, e não a altura da equilibrista.

Performance exigiu trabalho de centenas de pessoas

Embora o espetáculo tenha colocado uma única artista no centro da atenção, a realização da travessia dependeu de uma grande equipe.

Mais de 200 voluntários participaram da preparação do evento. Entre as funções estavam atividades relacionadas à montagem, estabilização do cabo, organização do público, produção, música e apoio técnico.

A própria organização do espetáculo destacou que o trabalho coletivo era parte da proposta. A travessia foi concebida não apenas como uma demonstração de equilíbrio, mas como uma experiência construída por diferentes pessoas ao redor de um patrimônio histórico.

A estrutura também exigiu cuidados específicos porque os terrils não são apenas grandes montes de resíduos. O local passou por um processo de transformação ambiental e atualmente abriga áreas de biodiversidade e atividades culturais.

Música acompanhou a travessia

A apresentação também foi acompanhada por músicos e um coro, que executaram “Les Corons”, de Pierre Bachelet. A escolha da música tem relação direta com a história da região. Lançada em 1982, a canção se tornou associada à memória das comunidades de trabalhadores das áreas de mineração do norte francês.

Assim, a trilha sonora ajudou a conectar a apresentação contemporânea com o passado industrial de Loos-en-Gohelle. Enquanto Bongonga avançava pelo cabo, a música remetia à época em que o carvão determinava boa parte da vida econômica e social da região.

A performance, portanto, não foi montada apenas para explorar a dimensão das estruturas. A proposta também utilizou o patrimônio minerador como parte da narrativa do espetáculo.

Terrils passaram por uma transformação depois do fim da mineração

O encerramento das atividades de mineração poderia ter deixado essas estruturas apenas como marcas de uma indústria desaparecida. Em Loos-en-Gohelle, porém, os terrils passaram a integrar uma estratégia de valorização cultural, ambiental e turística.

A Prefeitura informa que a Base 11/19 atualmente reúne espaços ligados ao desenvolvimento sustentável, à cultura e à educação ambiental. O local também possui trilhas e atividades que permitem aos visitantes conhecer a história da mineração e observar a transformação da paisagem.

A própria cidade utiliza os terrils como pontos de observação e espaços para atividades ao ar livre. A antiga área industrial passou, dessa forma, a desempenhar funções diferentes daquelas para as quais foi criada.

Patrimônio industrial virou cenário para arte e turismo

A Bacia Mineradora de Nord-Pas de Calais foi inscrita pela UNESCO na lista do Patrimônio Mundial em 2012. A organização reconheceu a região como uma paisagem cultural ligada à história da industrialização e da mineração de carvão.

A área protegida reúne centenas de elementos relacionados à atividade mineradora, incluindo poços, estruturas industriais, vilas operárias, ferrovias e terrils.

Nesse contexto, a travessia de Bongonga ganhou uma função que ultrapassou o espetáculo. A apresentação colocou diante de milhares de pessoas uma parte específica desse patrimônio e mostrou como estruturas criadas pela exploração mineral podem ganhar novos usos depois do encerramento das minas.

A performance também integra o projeto europeu Destination Terrils, que busca valorizar esses grandes depósitos de resíduos como parte da paisagem e do patrimônio das regiões mineradoras.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Matheus Chaves

Matheus Chaves

Jornalista e produtor de conteúdo com mais de nove anos de experiência em comunicação digital, produção editorial e jornalismo online.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Sem resultados
Ver todos os resultados

Veja mais

Acharam cantor rick dupla renner

Acharam o cantor Rick, da dupla com Renner? Saiba como está a busca pelo artista

22/09/2026
Massa metálica toneladas encontrada fazenda

Massa metálica de 60 toneladas encontrada em uma fazenda virou o maior meteorito intacto conhecido na Terra

22/09/2026
A 80 metros do chão, equilibrista cruza cabo entre as montanhas de mineração mais altas da Europa

A 80 metros do chão, equilibrista cruza cabo entre as montanhas de mineração mais altas da Europa

22/09/2026
Publicidade de bets pode enfrentar novas restrições nas eleições de 2026 após propostas de campanhas

Publicidade de bets pode enfrentar novas restrições nas eleições de 2026 após propostas de campanhas

22/09/2026
Humanos podem passar a viver na Lua após anúncio inédito da NASA

Impacto raro na Lua cria nova cratera após colisão que chamou a atenção dos cientistas

22/09/2026
  • Contato
  • Política de Privacidade

TNH1

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade

TNH1