“Quando cheguei aqui, na verdade era um dia cinzento. Mas assim que entrei, senti uma conexão. Quando você sente algo, simplesmente sente” contou Martina ao canal do YouTube The Pillow.
Martina tem 28 anos, é italiana e há três anos deixou a cidade de Ravenna para se instalar numa antiga casa de campo do século 18, em meio aos Apeninos da Romanha, na Itália. Comprada em leilão por um preço que havia caído bastante, a propriedade se tornou o novo lar que ela mesma aprendeu a restaurar.
A decisão de deixar a vida urbana veio depois de um período pessoal difícil, marcado pelo peso de expectativas externas que não correspondiam ao que ela queria para si mesma. “Os interesses das pessoas iam numa direção, e eu ia na oposta”, relatou.

Camadas de história dentro de uma só casa
Ao caminhar pelos cômodos, Martina descreve o que enxerga como convivência de identidades diferentes dentro do mesmo espaço. “Ao entrar, percebe-se como diferentes identidades convivem aqui.
Está minha essência, a essência da casa, a essência da minha avó”, explicou. A decoração não segue um estilo fechado nem uma época única: móveis comprados em mercados de segunda mão dividem espaço com lembranças de família e peças recuperadas ao longo do processo de restauração, ainda em andamento em parte dos cômodos.
A figura da avó atravessa boa parte da história da casa. Martina cuidou dela nos últimos meses de vida e diz ter herdado dela o interesse por plantas e pelo mundo natural. “Aqui somos muitos, somos muitíssimos, na verdade eu sou só a guardiã da casa”, resumiu.
Como ela sustenta o projeto
Para arcar com as despesas da hipoteca, Martina passou a receber hóspedes e oferecer hospedagem na própria casa. Depois de terminar os estudos, havia explorado atividades ligadas à arte e ao bem-estar, incluindo teatro, dança, ioga e filosofia taoista, corrente que promove uma vida em harmonia com o ambiente natural, interesses que hoje se refletem na forma como conduz a rotina na zona rural.





