O cérebro continua capaz de aprender e se adaptar ao longo de toda a vida, contrariando a crença comum de que a idade reduz essa capacidade.
Segundo Rubén Calviño, maestro de educação primária e especialista em aprendizado e psicologia aplicada à educação, a neuroplasticidade funciona em pessoas de 60, 70 anos ou mais, desde que haja disposição para praticar.
Calviño aponta que uma pessoa de 60 ou 70 anos que acredita já não poder absorver conhecimentos novos tende a praticar menos e a abandonar assim que aparecem as primeiras dificuldades.
Como o aprendizado acontece no cérebro
Perguntas e respostas
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A neuroplasticidade funciona em pessoas de 60, 70 anos ou mais?
R
Sim; a matéria afirma que a neuroplasticidade funciona em pessoas de 60, 70 anos ou mais, desde que haja disposição para praticar.
P
O que é mais eficaz para aprender do que reler e destacar textos?
R
Segundo a matéria, é mais eficaz conectar a nova informação com conhecimentos anteriores, usar prática espaçada no tempo, garantir sono adequado e recuperar ativamente a informação.
P
O que acontece quando determinados sistemas cognitivos se tornam menos eficientes com a idade?
R
O cérebro recruta circuitos e recursos adicionais para manter o rendimento, fenômeno conhecido como andaime cognitivo.
P
Quais fatores, além da idade, influenciam a capacidade de aprender?
R
A matéria cita diferenças individuais relacionadas à memória e genética, além do ambiente, conhecimentos prévios, forma de enfrentar tarefas, persistência diante das dificuldades, exercício físico regular, interações sociais e solidão prolongada.
Aprender ocorre quando o cérebro reativa e modifica padrões neurais a partir do que já conhece. Não basta memorizar lendo o mesmo texto várias vezes ou destacando páginas inteiras.
O que realmente importa é conectar a nova informação com conhecimentos anteriores, usar a prática espaçada no tempo e garantir sono adequado para consolidar o aprendizado.
Aprender com profundidade exige recuperar a informação ativamente, e muitas pessoas confundem familiaridade com conhecimento: reconhecem uma informação quando a veem, mas não conseguem recuperá-la sozinhas.
Fatores que influenciam a capacidade de aprender
Existem diferenças individuais relacionadas à memória e a fatores genéticos, mas o ambiente, os conhecimentos prévios e a forma como alguém enfrenta uma tarefa pesam tanto ou mais.
O exercício físico regular favorece a criação de novas células no hipocampo, região ligada à memória e ao aprendizado. Além disso, interações sociais ativam múltiplas redes cerebrais, enquanto a solidão prolongada está associada a maior risco de deterioro cognitivo.
Pontos-chave
Pontos-chave sobre neuroplasticidade e aprendizado ao longo da vida
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A neuroplasticidade funciona em pessoas de 60, 70 anos ou mais, desde que haja disposição para praticar.
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A crença de que é possível aprender é essencial para manter o esforço e superar as primeiras dificuldades.
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Aprender exige conectar nova informação a conhecimentos prévios, prática espaçada e sono adequado para consolidação.
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Recuperar ativamente a informação é mais eficaz do que reler ou destacar textos repetidamente.
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O cérebro recruta circuitos e recursos adicionais quando certos sistemas cognitivos se tornam menos eficientes (andaime cognitivo).
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Exercício físico regular, interações sociais e enfrentar tarefas com persistência favorecem a capacidade de aprender; solidão prolongada aumenta risco de deterioro cognitivo.