Muita gente ainda encara a pipoca como um lanche pouco saudável, mas quem estuda longevidade discorda dessa visão. Sendo um grão integral, ele reúne fibras e polifenóis saudáveis para o corpo.
O médico William Li, formado em Harvard, aponta que esses componentes funcionam como combustível para a microbiota e que, quando bem alimentadas, elas geram compostos com ação anti-inflamatória no organismo.
Dan Buettner, pesquisador do movimento Zonas Azuis, também recomenda o petisco, sobretudo quando estourado no ar quente, e essa versão concentra mais polifenóis do que muitos vegetais.

Por que a reputação negativa persiste
A má reputação vem sobretudo das versões industrializadas, com aromatizantes químicos e cobertura artificial. O especialista alertou que a manteiga sintética usada para cobrir o saco de pipoca na fila do cinema oferece risco à saúde.
Segundo William, trabalhadores de fábricas que produzem esse ingrediente acabaram internados com doenças pulmonares.
Fritar o milho em óleo abundante, cobrir a pipoca com manteiga e acrescentar sal ou açúcar em excesso transforma o lanche em uma opção rica em gordura e calorias e elimina seus benefícios nutricionais.
O preparo que faz toda a diferença
Estourar o grão no ar quente, sem óleo e sem manteiga, é o caminho mais saudável. No máximo, uma pitada de sal é tudo o que o lanche precisa. A pipoca fornece fibras, carboidratos complexos e polifenóis sem acrescentar calorias vazias.





